quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Bom Ano Novo

Olá! Olá!
Por aqui tudo bem. Passámos um feliz natal. Foi muito bom, Muito amor, carinho, quentinho e coisas boas para comer. Estivemos com a minha família que ao longo do ano vive a 300 km de distância e foi muito bom para matar saudades.
A depressão já lá vai e está tudo bem por aqui, tanto no trabalho como na nossa vida cá em casa.
Andamos a preparar um big festa de passagem do ano e estamos super aterafados. Vai ser muito giro.
Para o próximo ano desejo que seja tão bom como o ano 2015 que depois das minhas tormentas foi o melhor ano que eu já tive.
Por agora é isto.
Desejo um Feliz Ano Novo para todos. Beijinhos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Efeitos colaterais da doença bipolar

Como é do conhecimento geral do mundo bipolar a medicação para esta doença engorda, engorda muito. Principalmente a Olanzapina ou Zyprexa que além dos nos aumentar o apetite faz aumentar os níveis de açúcar no organismo. Posto isto, e no meu caso após cinco anos com este tipo de tratamento, tenho a informar que estou tipo uma pequena baleia. Mas claro não fiquei derrotada por isto, primeiro comecei por praticar ioga, depois comecei a fazer uma dieta  e agora iniciei a pratica desportiva num ginásio bem perto da minha casa. Não estou à procura de resultados espectaculares mas sim de melhorar o meu aspecto, de sentir-me mais saudável e menos parada (outro dos efeitos secundários da Olanzapina). Perder peso nesta situação não é fácil mas até ao momento e desde o início de Julho já consegui perder 7 kilos. A pouco e pouco conto abater mais uns mas para já afastei-me da obesidade de grau I e estou só na faixa do sobrepeso. Portanto, boas perspectivas.
Resultado de imagem para balança

domingo, 4 de outubro de 2015

A primeira vez

Hoje acompanhei a minha filha na primeira vez que exerceu o seu direito de voto. E fiquei emocionada. Primeiro porque já tenho uma filha tão grande que já vota mas também porque ela foi fazer uma escolha que nem sempre nos foi possível, tanto como mulheres e como portuguesas.
O nosso direito ao voto foi conquistado não nos foi dado de mão beijada. Ainda me lembro da primeira vez que a minha mãe teve a possibilidade de votar, eu já tinha seis ou sete anos, e foi um dia tão emocionante como o de hoje. 
O nosso voto é importante, mesmo que seja em partidos pequenos ou em votos nulos ou brancos. O que é importante é vincular o valor dos resultados com o número de votos efectivos e não é com taxas de abstenção elevadíssimas que isso se consegue.
Na minha família foi-me transmitido o valor de cumprir este valor cívico (entre outros) agora está na hora de ser eu a passar essa mensagem. Já comecei. Daqui a 7 anos tenho outra primeira vez.
Votem, se faz favor...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

No próximo domingo votem

República das bananas

Primeiro tiram-nos o feriado de 5 Outubro que para além de comemorar a implantação da República também recorda a nossa independência em relação a Leão e Castela.
Agora o Presidente da República vai faltar às cerimónias que celebram a República. Isto é o quê?...

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Eclipse


Adivinhem onde foi passada a nossa madrugada do dia 28 de Setembro de 2015. No campus do Técnico a apreciar este fenómeno da natureza
Foi fantástico, acordar pelas duas da manhã, chegar e estar um grupo de alunos muito amável que nos deixaram apreciar a lua pelo telescópio, e também matar saudades dos nossos tempos de estudante,

Dizem que a Lua vermelha é sinal de hecatombe e eu sou quase levada a acreditar nisso pelo menos para mim e pelo que me tem acontecido nos últimos dias. 

Constatação

Ontem fiquei com a certeza que uma pessoa dita normal consegue fazer coisas mais malucas do que uma pessoa bipolar.
Pronto, é só isto que me apraz dizer. 
Fiquei nervosa com o que se passou, mesmo não sendo comigo, mas em paralelo a um trabalho que estou a coordenar e que eu quero que corra pelo melhor.
Não vale a pena estar a explicar muito mas em súmula: os "normais" são capazes das coisas mais incríveis e nem sempre as melhores.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Boa recomendação

Se é possível, é possível basta olhar para o meu caso que trabalho e até trabalho sob pressão. Mas não sou só eu, conheço outras pessoas que também trabalham e em empregos de grande responsabilidade.

Rotos e estafados

O pai desta casa foi para os Pirenéus (espanhóis e franceses). Para lá fez uma directa e para cá outra. Lá fez várias caminhadas por sítios íngremes e a pique, sendo que uma das expedições foi um pouco mais de 20 km. Esteve junto de lagos muito bonitos, florestas míticas, desertos e passou pelo Caminho de Santiago de Compostela. Veio todo contente e satisfeito mas supercansado.


Ibón de Estanés

O mais pequeno tem agora que adaptar o horário das férias ao horário lectivo. Ele entra às 8 e 15 em ponto e por isso tem de se levantar muito cedo e por isso anda estafadito.

A princesa começa as aulas às 8 da manhã na outra ponta da cidade e por isso acorda às 6 e meia. Tem aulas na faculdade durante toda a manhã e à tarde, durante esta semana, tem praxe. Anda com umas olheiras e já tem montes de matéria para estudar.

Quando a mim, tenho acordado à mesma hora do pimpolho para tratar dele e pô-lo na escola e depois seguir para o serviço onde o andamento dos projectos que eu coordeno precisam de muita atenção e dedicação pois em algumas situações há necessidade de tomar medidas sérias para a protecção de pessoas e bens. Ao mesmo tempo ainda tenho de fazer dois planos para um outro projecto e sinto-me a soterrar em trabalho. Ah, e ainda tive um acidente de automóvel que me deixou toda dorida.

A semana ainda vai a meio e estamos assim, rotos e estafados.  

domingo, 20 de setembro de 2015

Musica do Trevo #46


Isto é lindo...

Josefa de Óbidos e outras histórias

Por estes dias não temos o Sr. do Trevo connosco. Ele foi para os Pirenéus fazer uma caminha pelas montanhas pois achou que essa seria a melhor forma de celebrar os seus 50 anos. Sendo assim fiquei aqui com as crias e com fim-de-semana por preencher. Então resolvi que podíamos almoçar no restaurante do Museu de Arte Antiga a apreciar a vista sobre o Tejo e depois visitar a exposição da pintora do barroco português Josefa de Óbidos.


Esta foi a vista do nosso almocinho sendo que às duas por três as crianças fugiram para dentro do restaurante por causa da quantidade de abelhas. Os jardins são tão bonitos e com tantas flores que atraem milhentos destes insectos que eu considero simpáticos mas as os filhotes têm miufa.

Depois fomos à exposição que é linda, linda e que além de quadros da Josefa tem também de outros pintores contemporâneos à Josefa nomeadamente o seu pai Baltazar Gomes Figueira, outro grande pintor.

Ficámos a saber que a Josefa de Ayala, assim era o seu nome, foi uma mulher emancipada, dona de uma oficina de pintura e senhora da sua vida isto numa altura em que geralmente as mulheres pertenciam legalmente primeiro ao pai e depois ao marido. De certa forma ela foi a primeira feminista portuguesa.
Também ficámos a saber que o barroco português é diferente do europeu porque no nosso são representados motivos exóticos que tem a ver com as terras descobertas pelos portugueses.
Aqui ficam algumas fotos dos quadros:




Depois fomos ao Emanha do Parque das Nações comer os deliciosos geladinhos. À noite, depois de jantar, fomos às festas aqui da freguesia e encontramos imensos amigos, vizinhos, colegas e professores. Uma diversão...
Amanhã o dia vai ser um pouco diferente pois temos de tratar do regresso às aulas, tenho montes de roupa para passar, tenho que fazer as compras do supermercado, tenho ainda dois projectos do trabalho que trouxe para fazer no fim-de-semana mas já está prometida uma petiscada para o jantar.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Adeus Verão, Olá Outono


E pronto é oficial. Amanhã vem o mau tempo. Há que ir buscar os sapatos fechados, guardar as havaianas, as sandálias e as birkenstock (ainda que sejam da Seaside). E assim esconder as nossas lindas unhas dos pés pintadas com cores garridas. Praia agora só para fazer caminhadas e as esplanadas só se não chover. Convêm trazer sempre um casaquinho e um chapéu de chuva também não é mal pensado. É o que temos. Não sou muito fã deste tempo faz-me mal aos "nervos" e tenho que ter cuidado com isto pois normalmente esta mudança de estação é sinal de crise.
Portanto há que tomar a medicação certinha e aproveitar todos os raios de sol.

domingo, 13 de setembro de 2015

Desorientação político/geográfica

Esta mãe - Então, onde foste jantar com os teus amigos?
A filha - Num restaurante chamado o Caldas.
Esta mãe - E isso fica onde?
A filha - Ao pé da sede da CDU.
Esta mãe - Na avenida da Liberdade?
A filha - Não mãe, ao pé da Sé! Ao pé da CDU. A CDU não é do Paulo Portas?
Esta mãe - CDS, queres tu dizer. Olha que isso é grave são coisas absolutamente diferentes. Tens que ter atenção a isso pois já vais votar nas próximas eleições.
A filha - Então o que é a CDU?
Esta mãe - A CDU é uma coligação entre o Partido Comunista e os Verdes.
A filha - E pá, é mesmo diferente

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Kafka renasceu e anda a assombrar dois processos coordenados por esta senhora

Estou exausta. E ainda por cima com trabalhos da treta. Não fomos à VFNO por eu estar demasiado cansada. E nem o convite para um sunset num dos bar/terrace mais in de Lisboa me arrancou de casa. Preciso mesmo de fim-de-semana como pão para a boca. De qualquer forma parece-me que tanto cansaço não é muito normal. Tenho de ir ao médico mas como se a minha médica foi de férias e eu tenho pouca confiança em outros médicos. :(

domingo, 6 de setembro de 2015

Muitos aniversários e uma boa prenda

Ontem fizemos o jantar de aniversário alargado do Sr. do Trevo e da minha cunhada F que tem apenas 1 dia e onze anos de diferença do mano. A 5 e 6 de Setembro temos também os aniversários das minhas sobrinhas M. e C., o aniversário de casamento dos meus pais e os cinquenta anos do primo P.
Muita festa, é verdade. Mas a prenda foi o sms que a minha filha recebeu ontem ao jantar a comunicar-lhe que tinha entrado no ISCTE em Gestão. Fomos à internet e lá estava: a nossa princesa já é uma estudante universitária. Caloira, é verdade mas estudante universitária.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Refugiados

A semana passada foram aquelas 71 pessoas, incluindo quatro crianças, que morreram asfixiadas num camião frigorífico. Hoje o DN dá-nos esta notícia transtornante de crianças dão à costa mortas.
E fico parva não vejo ninguém a fazer nada perante este genocídio. Sim, porque isto é um genocídio por omissão de auxilio a pessoas que fogem da guerra e não têm mais alternativas. Estas pessoas não deviam estar a atravessar o Mediterrâneo em condições miseráveis. Devia haver uma estrutura montada para os receber e não deviam ser só os países europeus a arca com as consequências. Penso que os E.U.A., que tanto andou a meter o bedelho naquela região, devia colaborar. Assim como o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia ou o Japão. É que assuntos que dizem respeito à dignidade, à alimentação, à paz destas pessoas são assuntos que dizem respeito a toda Humanidade.
Juro que não percebo esta inação.

50

Hoje o meu companheiro barbudo, grisalho de olhos verdes fez a bonita idade de 50 anos. Além de lindo ele é uma pessoa simpática, poliglota, culta e super interessante. É também um excelente pai e marido. Acompanha os nossos filhos nas várias vertentes do seu crescimento e está sempre presente quando se trata de tarefas domésticas. Apoia-nos a todos. É o nosso capitão.


E o nosso dia hoje foi assim: Primeiro almoçamos no "O Farol" do Portinho da Arrábida. Comemos uns belos de uns peixes grelhados com esta vista:


Depois fomos para esta praia dar uns bons de uns mergulhos nestas águas. Oh, oh, oh... muito bom.
Terminámos a nossa visita ao distrito de Setúbal com lanchino na pastelaria regional "O Cego" em Vila Nogueira de Azeitão. Ora apreciem:


De babar não é?

Chegamos a casa muito em cima da hora do jantar por isso tive de fazer uma receita express para dar de comer a esta gente. Qualquer dia dou a receita, delicioso.

E claro no fim houve o bolo:


No sábado as comemorações continuam mas hoje o dia foi de férias e festejos para nós os quatro.

<3


Atenção post escrito em colaboração com os meus critérios de degustação e dos restantes membros da companhia do Trevo

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Ora aqui estamos nós, de novo

Durante 3 semanas percorremos o país. Estivemos nas praias algarvias e nas praias de montanha da Serra da Estrela. Fomos conhecer o Porto como deve ser (só conhecíamos a nível profissional) e temos a dizer que o Porto é lindo. Depois voltámos ao Algarve para mais uns dias de descanso mas desta vez no Barrocal. Tenho um monte de coisas a contar e fotos a mostrar mas por outro lado os meus deveres domésticos chamam-me (tenho montes de roupa para lavar e passar). Além disso estou a preparar uma híper mega festa de anos. E no trabalho... no trabalho já voltei a estar atulhada em trabalho, pois.... Ainda tenho outras novidades, nas férias deixei o antidepressivo e perdi 4 kg (importante feito para quem já passou os quarenta e toma estabilizadores de humor e anti psicóticos).
O pimpolho anda numa de devorar livros, o pai anda a preparar uma caminhada desafiante algures na Europa e a princesa anda a preparar-se para o exame de código. Pronto é isto ;)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Festival ao Largo

Depois do excelente concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pela maestrina Joana Carneiro, da estreia mundial do 1º acto da Ópera O Deus Vulcão fomos, no último dia assistir à homenagem da Companhia Nacional de Bailado ao  Ballet Gulbenkian. Fomos cedo, tipo seis horas (o espectáculo começava às 10 da noite), levamos merenda, arranjamos bons lugares e fizemos uma espécie de picnic ali mesmo no Largo do São Carlos.
Quando chegamos ao largo do São Carlos ainda estava bem de dia.

O primeiro bailado de Olga Roriz, intitulado "Treze gestos de um corpo", que curiosamente eu e o Sr. do Trevo já tínhamos visto à duas décadas, precisamente interpretado pelo Ballet Gulbenkian. Soube mesmo bem recordar.

O segundo bailado, "Será que é uma estrela" de Vasco Wellenkamp, cantado ao vivo por Maria João. Uma preciosidade.

Por fim foi apresentado o bailado Minus 16 que foi completamente surpreendente.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dieta report #1

Nos vinte dias que levo deste novo regime alimentar já perdi:
- 1kg de peso total;
- 1kg de massa gorda;
- 1,5 cm de cintura.

É poucochinho eu sei, mas é um princípio.

Cenas a que eu assisto

Hoje, ao entrar numa rotunda perto da minha casa, deparo-me com um carro a fazer a rotunda em marcha atrás. É que o o coitado do senhor enganou-se na saída e achou que assim era mais "fácil" assim do que dar a volta à rotunda. A sorte é que foi de dia e havia pouco trânsito.

sábado, 25 de julho de 2015

Sobre a alteração à lei do aborto

Neste momento, se o anticoncepcional que uso falhasse, e eu ficasse gravida ia com esta surpresa para a frente. Mesmo sendo doente bipolar, mesmo sendo nós uns pais "velhotes", mesmo tendo já filhos, mesmo tudo... Porque posso, porque tenho um emprego estável, porque tenho experiência em estar 9 meses grávida sem medicação e todas as alterações mentais do pós-parto, porque tenho uma casa grande onde há espaço para mais uma pessoa, porque na organização onde eu trabalho há creche gratuita, porque tenho um casamento estável e um pai maravilhoso, porque na minha família há vários casos positivos de mães tardias e irmãos com quase duas décadas de diferença. Enfim, porque sim.
Mas este é o meu contexto, não é o contexto de algumas mulheres em que são surpreendidas com uma gravidez e no seu caso não têm como a levar  avante. 
Por isso acho esta história de médicos e psicólogos objectores de consciência fazerem consultas a gravidas nestas condições uma perfeita idiotice. Ainda por cima numa única consulta, sem conhecer a paciente. Esta história da consulta é só para baralhar a cabeça de quem não tem outra alternativa e tomou uma decisão difícil. Acho isto uma fantochada e uma forma de desperdiçar os recursos públicos. 
Isto estava indo tão bem, o numero de abortos tem vindo a diminuir, o numero de casos complicados devido abortos clandestinos praticamente desapareceu, etc. Vamos ver.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Trevo report

O pai ficou a trabalhar até tarde. O pimpolho está a 300 km de distância com os avôs. Como tal não há amigos a cirandar por aqui e a televisão está desligada. A princesa está a acampar algures na Beira Baixa. Assim, não aparece por aqui o 5º elemento, a melhor amiga e o colega com que costuma estudar. Esta casa está muito sossegada, calma e vazia. E isto faz-me confusão.

Love and Mercy - A força de um génio

Cartaz do Filme

Não sou fã dos Beach Boys. Não é a minha onda, não é a minha praia e para mim é musica do tempo dos meus pais e dos elementos mais velhos da minha família. No entanto o biopic sobre Brian Wilson, líder dos Beach Boys chamou-me a atenção por se tratar sobre uma pessoa com uma doença mental crónica. De facto este filme é sobre uma pessoa doente, sobre a doença mental, o seu tratamento e a sua reabilitação.  A carreira dos Beach Boys é só uma história que decorre em paralelo com a vida e o drama pessoal de Brian Wilson.
Achei muito interessante os sintomas de Brian W. Havia situações em que o seu caso tocava o meu. De certa maneira senti-me retratada se bem que nunca tenha vivido aprisionada e medicada em excesso com ele.
As interpretações de Paul Dano e John Cusack descrevem muito bem os sentimentos e os sintomas de um doente mental. Muito bom.
No fim é provado como com a medicação e ambiente familiar adequados é possível reabilitar as pessoas com este tipo de patologias. E para mim esta é a mensagem mais importante deste filme.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Férias do Pimpolho

Deixámos o príncipe com os meus pais no domingo passado para 15 dias de férias com eles e com as primas que têm precisamente a mesma idade do pimpolho. Nesse dia era só abraços, beijinhos e saudades. Que ia sentir muito a nossa falta, que somos os melhores pais do mundo, etc., etc. Mas, hoje quando tentei falar com ele (e tentei falar com esta pessoinha três vezes) nunca podia, ou porque estava a brincar com as primas e os amigos da rua, ou porque continuava a brincar com as primas e os amigos da rua, ou porque já não estava a brincar na rua mas continuava a brincar com as primas. Pronto e é isto.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Obesidade e a doença bipolar

Um dos efeitos secundários da medicação para a doença bipolar (estabilizadores de humor e antipsicóticos) é o aumento de peso. E eu, cumpridora da medicação e com miúfa de uma recaída, não sou excepção. Assim, desde 2010, altura em comecei a ser devidamente medicada, aumentei cerca de 32 kg. A princípio foi bom pois a crise maníaca desse ano deixou-me em pele e osso mas depois foi tomando proporções graves ao ponto de deixar de conseguir apertar as sandálias. Neste momento estou quase a atingir a Obesidade de Grau I e com isso sujeita a todos os riscos que este estado acarreta como sejam as doenças cardíacas, diabetes, etc. para além de não estar tão gira.

 
Venus von Willendorf 01.jpg
Vénus of Willendorf
 
Posto isto, comecei a ser acompanhada por um nutricionista, passei a fazer um novo regime alimentar e caminhadas todos os dias. Passo uma fome dos diabos mas o que é certo é que já consigo apertar as sandálias com facilidade. A diferença de peso, as medidas da anca e da cintura e outros dados só vou saber no fim do mês quando for a uma nova consulta mas por agora isto parece estar bem encaminhado. Vamos ver se eu consigo voltar ao peso ideal.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Festa dos Tabuleiros - Done

Havia já vários anos que gostávamos de ir à Festa dos Tabuleiros em Tomar mas sempre que sabíamos do evento já tinha passado. Mas este ano soubemos com a devida antecedência, juntámo-nos a um grupo de família e amigos e, no Domingo de Pentecostes lá fomos ver a festa. Foi muito divertido, apreciámos a decoração das ruas (a trabalheira que aquilo não foi), achámos tudo muito bem organizado e admirámos as senhoras que transportavam os tabuleiros à cabeça (grande jogo de equilíbrio e força). No fim da festa fomos para os petiscos e o pimpolho descobriu que gostava de caracóis. Agora está um viciado nos ditos que ninguém o aguenta.
 
 

 

 


Pérolas do Trevo

Num jantar entre amigos constatámos que à mesa havia vários lisboetas:
- Só a C., o P. e a D. são da Alfredo da Costa - diz a minha amiga.
- Pois e eu também sou lisboeta mas nasci em Santa Maria - respondo eu.
- E eu mãe, onde foi que eu nasci? - pergunta-me o pimpolho.
- Tu nasceste na maternidade da Estefânia.
- Quê? Em Espanha? - indaga o meu filhote, escandalizado.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

18

Durante semanas a fio a minha filhota fartou-se de trabalhar, conciliou os estudos com o ballet pois tinha exame a tudo. Hoje saíram os resultados dos exames nacionais do 12º ano. E a princesa teve excelentes notas, principalmente a Matemática A. Sou uma mãe babada...

terça-feira, 7 de julho de 2015

Maria Barroso

Para todos nós ela foi a nossa eterna primeira-dama, actriz, fundadora do PS, poetisa, directora do Colégio Moderno entre outras coisas. Para mim foi tudo isso mas também aquela senhora determinada que se levantava de madrugada para fazer caminhadas pela praia até ao farol. Durante muitos anos partilhei a praia com a família Soares e tive o privilégio de constatar que a Dra. Maria Barroso foi sem dúvida uma grande senhora e um exemplo para a mulher portuguesa. Adeus.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Conversa de elevador dos pimentinhas

A - Hoje apanhei uma vacina mas acho que não vai fazer reacção.
J - Ai é?
A - Sim, agora só me falta a vacina do colo do útero.
M - Oh A. não sejas parvo, a do colo do útero é só para as miúdas.
A - Mas devia ser para os rapazes. Eu por exemplo já tenho muitas amantes.
J - O que são amantes?
A - Ora, amantes são miúdas que gostam de ti pelo que tu és não pelo teu aspecto exterior. E (mirando-se ao espelho) também talvez pelo teu aspecto exterior.
M - Com essa barriga? Só se a esconderes muito bem.

domingo, 5 de julho de 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Musica do Trevo #44


Fada do Trevo

Por estes dias, e depois da minha crise ligeiramente hipomaníaca, fiquei muito em baixo, só me apetecia estar na cama, descurei imensas coisas e o monte de roupa por passar a ferro foi aumentando. Mas cai em mim, eu não me posso dar ar luxo de entrar em depressões, tenho uma família que depende de mim, no meu trabalho sou a única especialista na minha área e todos os momentos da vida precisam de ser aproveitados. Assim, tenho a informar que acabo te atacar o monte de roupa e tenho os seguintes itens passados e devidamente arrumados:
- 12 camisas;
- 7 camisolas;
- 1 blusão;
- 1 calções.
Como a senhora, onde me socorro quando deixo acumular muita roupa, leva 1 € à peça (eu sei que podia arranjar mais barato mas não é compatível com o meu modo de vida - quase nunca estou em casa), acabo de poupar 21€. Ou seja, com este dinheirinho posso ir aos saldos comprar uma coisa bonita para me pôr mais bem disposta. Só a ganhar
Por outro lado, tenho a informar que as camisas da Giovanni Galli são muito mais fáceis de passar do que as da Sacoor. Importante informação a reter para as próximas compras.

sábado, 27 de junho de 2015

Novidades fresquinhas

Notebook HP - 15-r105np (ENERGY STAR)
 
 
 
Chegou hoje a minha maquinazinha nova que promete uma mudança significativa neste blogue. Aguardem.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Buraco Negro

Primeiro sujas o alvo.
Depois vens cinzenta, negra até que chegas ao profundo da escuridão do Universo.
Sugas tudo de bom que cai na tua órbita qual buraco negro.
Invejas, semeias a discórdia e a intriga.
Fazes do fatalismo o assunto do dia.
Só estás bem quando estás infeliz.
E só estás feliz quando os outros estão mais infelizes do que tu.
À cadência do espírito negativo emagreces a pouco e pouco, comprimindo-te até seres pele e osso.
A alegria, o sol e o mar são-te estranhos.
Assim como te é desconhecida a terra, o sal e o verde.
És um ponto negro, apenas um ponto.
Uma insignificância no infinito do Universo.

Afagando as minhas crias

Adoro abraçá-los contra mim, beijá-los nas faces carnudas, cheirá-los.
O meu filho tem o meu cheiro, o cheiro ácido dos ruivos.
A minha filha, por outro lado, tem uma pela morena que cheira a baunilha e a especiarias.
Adoro comprimir o corpo seco, musculado e ainda infantil do meu filho contra mim. Despentear o seu cabelo e murmurar-lhe coisas aos  ouvidos.
Também adoro afagar o cabelo azeviche da minha filha mas agora ela já não deixa.
Eles crescem muito depressa e por isso há que aproveitar todos os bocadinhos porque mimo nunca é a mais.

Olanzapina

Secas a minha alma, o meu brio, o meu olhar.
Pões-me a dormir qual Bela Adormecida e à minha volta o desleixo cresce.
Deixo de ser eu.
Passo a ser uma imagem de mim.
Contigo vivo cristalizada, sem imaginação.
Sem ti acaba-se-me a vida.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Musica do Trevo #43

Major Lazer & DJ Snake ft Mo/Lean on

Eu sou assim. Hip chic, colorida, gordinha and all ways com bom astral mas para isso tenho um bom maridão em quem me apoiar. E isso faz toda a diferença...

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Musica do Trevo #42


Isto é lindo... <3

Musica do Trevo #41


Musica do Trevo #40


Mistérios da vida de uma dona-de-casa bipolar

1º Mistério:
Com frequência desaparece o par das meias. Ele tanto faz. É meias do pimpolho, do pai Trevo, da princesa ou minhas, tudo vale. Desaparecem com chá de sumiço e não há meio de darem sinal de vida. E o mais estranho é que tenho o estendal dentro de casa por isso não é coisa de ter se dado "O Vento Levou"...

2º Mistério:
Há roupa nova que depois da primeira utilização apresenta buraquinhos. Principalmente quando se trata de roupa da Zara e da Lefties. Será que é só a mim?

Pronto é isto. Há mais mas agora tenho que me ir dunfrar só um bocadinho e fazer ó-ó.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Musica do Trevo #39


Cronica dos meus dias descompensados

O computador está a dar as últimas. É um atraso de vida. Queria pôr aqui umas fotos mas não consigo.

Descompensei. Não conseguia controlar e fui às urgências. Fui bem atendida. Deve-se dizer bem do que funciona bem. E o SNS, para mim, tem funcionado bem. Voltando à consulta: é hora de juntar o Tercian à Olanzapina. Acabou-se o antidepressivo.

Fui à praia. Duas vezes. Imensos mergulhos. Sal, areia e sol, uma combinação energizante. A princesa não foi pois anda a estudar para os exames de 12º ano. No fim, uma bola de berlim oleosa e mais gulodices próprias da época balnear para o pimentinha.

No sábado à noite fomos a um arraial bastante famoso com uns amigos. Foi giro. Comemos iguarias próprias dos arrais e encontramos montes gente amiga e conhecida. Muito bom.

Fiz arrumações de coisas que tinham cristalizado em 2012 e 2011 à conta da Olanzapina. Uma coisa boa que a hipomania tem é que dá-me para ter fúrias de arrumação.


No domingo fomos jantar em casa de uns amigos. É bom ter amizades sólidas como esta. De facto posso dizer que sou muito rica pois tenho amigos de suprema qualidade. Poucos mas bons.

Depois segunda e terça foi trabalhar, trabalhar. Deu-me um vipe hipomaníaco e despachei uma pilha de processos. Foram também dias de ir pôr o menino ao basquetebol e coisas do género.

Ando um bocado zonza à conta do Tercian, ainda acordo algumas vezes e tenho mais energia que o habitual mas o que é um facto é que ando bastante melhor.

Há e já me esquecia. O Dia de Portugal foi passado a passar a ferro a roupa por passar. É que alguém tem de fazer isso para pôr esta tropa toda bem apresentada e não há complacências  para hipomania, 

Nem sempre é possível manter a nossa rotina quando estamos a descompensar mas devemos tentar ao máximo não deixarmos abater e controlar os nossos vipes (principalmente o das compras).

quarta-feira, 10 de junho de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Musica do Trevo #34


Hipomania e medidas a tomar

Em hipomania dormes mal mas dormes qualquer coisa. Deixas de ter paciência para estares em filas e para permanecer em festas. No trabalho, e por muito cuidado que tenhas, cometes erros muito parvos. Tens tendência para começar várias tarefas ao mesmo tempo e por outro lado não acabar nenhuma. Para evitar isto, no trabalho, concentras-te em cada tarefa sem te desviar do objectivo e isso é muito cansativo. Não consegues comer calmamente e a sopa agonia-te. Parece parvo mas a temperatura corporal sobe, ficas mais quente e precisas de menos roupa.
Para além do esforço de concentração e, se o teu médico autorizar, deves reforçar a dose de olanzapina e retirar os antidepressivos. E claro deves ir ao médico o mais depressa possível
E é isto...

Os pimentinhas do 5º piso

Por estas bandas, e com muita frequência, os finais de tarde do meu pimpolho são uma animação pois ele junta-se ao M. e aos pimentinhas do 5º piso para estar um bocado na brincadeira. Eles andam por aqui para cima e para baixo, andam de skate, de patins, jogam futebol, brincam com a wii ou apenas põem a conversa em dia. Conhecem-se desde sempre, cresceram juntos, estiveram sempre presentes no aniversário uns dos outros e partilham memórias em comum.
Ontem, depois da brincadeira jantaram todos na casa dos meninos do 5º piso. Foi um jantar de despedida. Sábado de madrugada, a família do 5º piso, ruma a Cork e à busca de uma vida melhor que neste momento o nosso país não tem capacidade de dar.
Com a crise nós não podemos proporcionar determinadas coisas ao nosso pimpolho mas isso não é nada comparando com a perda dos melhores amigos.
Enfim, aos poucos e poucos o nosso país vai-se esvaziando de pessoas...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

My life is brilliant


Lítio, olanzapina e outras drogas



Lítio

Lítio, não quero me trancar por dentro
Lítio, não quero esquecer como é sentir saudades
Lítio, eu quero permanecer apaixonada pela minha tristeza
Oh, mas, Deus, eu quero deixá-lo

Venha para a cama, não me faça dormir sozinha
Não poderia esconder o vazio que você deixou à mostra
Nunca quis que fosse tão frio
Apenas não bebeu o bastante para dizer que me ama

Não consigo me segurar
Pergunto o que há de errado comigo?

Lítio, não quero me trancar por dentro
Lítio, não quero esquecer como é sentir saudades
Lítio, eu quero permanecer apaixonada pela minha tristeza

Não quero deixar isso me derrubar dessa vez
Afogar minha vontade de voar
Aqui na escuridão eu me conheço
Não posso me libertar até deixá-lo ir, deixe-me ir

Querido, eu te perdoo por tudo
Qualquer coisa é melhor do que ficar sozinha
E no final, eu acho que eu tinha que cair
Sempre encontro meu lugar entre as cinzas

Não consigo me segurar
Pergunto o que há de errado comigo?

Lítio, não quero me trancar por dentro
Lítio, não quero esquecer como é sentir saudades
Lítio, quero permanecer apaixonada por você
Oh, eu vou deixá-lo ir

A m**** de ser bipolar

Há períodos em que não consegues adormecer ou por outro lado acordas de madrugada e já não consegues pregar olho. E isto acontece dias e dias seguidos. Ficas rota de cansaço e depois enganaste nos caminhos, cometes pequenos erros e ficas sem paciência nenhuma para as pequenas coisas. Uma treta!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ainda sobre John Nash

Aqui está um bom artigo de opinião sobre John Nash e a esquizofrenia.

Musica do Trevo #33


Musica do Trevo #32


Musica do Trevo #31


Musica do Trevo #30


Mentes brilhantes que inspiram

Quando em 2001 vi o filme "Uma Mente Brilhante" percebi que aquilo que eu achava normal em mim era afinal uma doença mental. Não fiquei assustada antes pelo contrário achei o meu caminho e fiquei encantada por descobrir alguém que tinha os mesmos sintomas que eu. Eu de facto era diferente mas como John Forbes Nash eu tinha a certeza que ia conseguir dar a volta. 
Mas não, eu não consegui dar a volta, pelo menos nessa altura. A médica psiquiatra que me acompanhava desde 1997 considerava que eu não era psicótica mas que eu tinha apenas uma depressão com uma maniazinha. O que é certo é desde 2001 até 2010 eu continuei a piorar, achava que as letras das musicas da radio tinham mensagens que só eu podia decifrar, assim como os jornais e os telejornais. Também considerava que livros do Dan Brown eram sobre a minha vida. Eu pensava em mais tolices mas eram de tal maneira disparatadas que nem vale a pena mencionar. Cada vez estava mais magra, cansada e baralhada das ideias. Mas a minha médica continuava a achar que eu não estava psicótica e continuava sempre com o mesmo argumento/medicamento: depressão com maniazinha.
Depois em 2010 o meu corpo e a minha mente não aguentaram e eu fui parar a um banco de urgência de um hospital e ai sim fui bem diagnosticada e medicada. Lentamente fui recuperando os anos perdidos em diagnósticos incorretos.
E percebi que com uma doença mental crónica é tal fácil cair na maior das misérias e manter-mo-nos acima da linha de água é tão difícil. Há noites que mesmo com medicação não se consegue dormir e depois temos de ir a correr ao médico para acertar com a medicação. Andamos sempre com sono. E pesamos kilos e kilos a mais. A medicação faz-te tremer as mãos e tirar uma fotografia ou levar um garfo à boca é empreendimento igual à passagem pelo Cabo Bojador. 
No entanto, acredito muito em mim, tenho muito apoio do meu marido, dedico-me de alma e coração aos meus filhos, ao trabalho e aos amigos. Tenho também algumas pessoas a quem sigo os passos. John Nash é uma delas. Penso que mesmo depois de partir desta vida, Nash continuará a inspirar doentes mentais crónicos como eu porque ele foi um exemplo de persistência e controlo da sua própria doença e isso não é fácil. John Nash faleceu há uma semana. Adeus Nash.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia da criança que está a deixar de o ser

Com onze anos o pimpolho já me ultrapassou em número de calçado. Já não gosta do Disney Channel e prefere as séries do SyFy, filmes com fantasmas e zombies e adorou o "Velocidade Furiosa". Aos onze anos e com um telemóvel na mão, o pimentinha controla todos os meus passos, se vou busca-lo a horas, se avisei o apoio escolar de que vai faltar, se combinei uma saída com o pai do melhor amigo dele. Só não me avisa dos recados na caderneta. Aos onze anos pede-me para ir Festival NOS Alive 2015 quando ainda no outro dia era uma loucura pelo Festival Panda. Aos onze anos não sai de casa sem pentear o cabelo numa popa eriçada e cheia de gel. Quando vai sair à noite (e se ele gosta de sair à noite) veste sempre uma camisa e perfuma-se todo. Aos onze anos é o Pimentinha que controla a chave da arrecadação onde estão guardados o skate, a bicicleta e a trotinete. Aos onze anos planeia as férias como gente grande e este ano quer porque que quer ir a Cabo Verde como se a crise não nos tivesse também afectado. Aos onze anos enche-me de beijos e abraços quando estamos em casa mas nega-se a qualquer tipo de cumprimento quando está junto dos colegas da escola. Aos onze anos o pimpolho adora mostrar os músculos e mostrar a sua força. Aos anos ainda é criança mas... está quase a deixar de o ser. Feliz dia da criança <3

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Desaparecida em combate


Além do trabalho absorvente, as minhas semanas, são constituídas por quatro treinos de basquete e outros quatro de ballet. Cruzo a cidade como uma louca todos os dias. Vou a correr para casa para tratar das minhas tarefas caseiras. Fazemos revisões para os testes, tpc e trabalhos para apresentar nas aulas. Muitas vezes jantamos tarde pois os horários dos treinos assim obrigam. Lá pelas dez e meia estou exausta. Não vejo televisão e já não tenho capacidade para escrever aqui umas palavrinhas. Mas não me queixo. É bom ter uma vida assim preenchida.
Ao fim de semana temos programas com amigos, almoços, jantares, passeios e uma série de coisas que chego à segunda mais cansada.
É tudo tão intenso que a maior parte das vezes nem me lembro que sou bipolar. E isso é bom...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

Em meados dos anos oitenta, quando era adolescente, assinava com o meu nome próprio uma pequena banda desenhada para o jornal da escola. Essa BD era uma sátira aos nossos profs da área das ciências que nos ensinavam coisas muito interessantes mas eram um pouco lunáticos. A personagem principal era fisicamente muito parecida com o meu professor de física e química e de facto a BD era 80% inspirada na sua figura. Esta BD teve 3 fascículos e muito sucesso entre a malta da escola enquanto os meus profs não se mostraram afectados, continuaram a tratar-me a avaliar-me da mesma maneira que anteriormente e nunca fui chamada à atenção pelo meu trabalho.
Sem me aperceber estava a usufruir de um direito inegável em democracia: o direito à liberdade de expressão. Um direito que no mundo ocidental damos como certo e pelo qual temos de o preservar. 
Hoje o meu coração está de luto.