sexta-feira, 26 de abril de 2013

Outros problemas

Esta que aqui vos fala está em baixo. Não, não é depressão. Também não é a astenia da Primavera que essa já foi devidamente tratada (o Sargenor 5 e o magnésio fazem milagres). Está em baixo porque foi diagnosticado à sua criança mais pequena desnutrição. Isso mesmo: D E S N U T R I Ç Ã O. É o que dá juntar a uma criança má para comer a prescrição de ritalina para a hiperactividade com défice de atenção. E isto acontece, acontece mesmo a meninos que tem uma alimentação equilibrada e variada. Por exemplo o meu filhote come sopa ao almoço e ao jantar. Come peixe e come carne. Come mas come pouco. Aí está.
E agora... Agora há que seguir em frente, tratar e analisar. 
Hoje a minha cria lá foi fazer análises. A colheita foi um DRAMA. Mas a técnicas de laboratório foram extremamente profissionais e conseguiram (ao fim de 1 hora) tirar sangue. Segunda-feira é dia de raio X ao pulso para determinar a idade óssea.
Depois há que tratar. Para já tomar Centrum Júnior e Fortini na sopa (na papa ele não gosta). Também consegui descobrir uns croiassants que ele gosta para o lanche na escola (isto chegou ao ponto de que tudo o que lhe mandava para o lanche ele não comia).
Para já, neste momento, isto está bem encaminhado: ele começou a tomar o Centrum na quarta mas parece que já está com mais apetite.
Há que ter fé e trabalhar nesse sentido.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

À volta ao Mundo e problemas bipolares


Ciclo Preparatório - A Volta ao Mundo com a Lena d'Água

Esta música sabe a liberdade, a mar, a repousar numa eira sob um céu estrelado de Verão. 


Por aqui o cansaço persiste. O médico mandou me fazer alguns exames mas tenho a certeza que é astenia da Primavera. Nada que alimentos ricos em potássio e magnésio não resolvam. A Magnesona e o Sargenor 5 também ajudam. E principalmente não stressar.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Bipolar disorder

Sinto-me cansada. Muito cansada. Aquele cansaço que precede uma crise maníaca.
Todos os anos por esta altura este cansaço aparece. Coincide com a chegada da Primavera. O ano passado superei bem esta fase. Tomei Sargenor5 e cheguei ao Verão sem nenhuma crise de mania ou hipomania. 
Depois, quando chegou o Outono (outra altura crítica) é que foi pior. Resolvi pôr a medicação da semana toda numa caixinha para não haver falhas. Não sabia era que estes medicamentos fora da embalagem perdem qualidades. E sem  eu o saber estava a haver falhas na minha medicação. Fiquei doente. A tocar a hipomania. Não estive de baixa, nem deixei de fazer a minha vida normal. O que é certo é que por esta falha ainda estou a fazer o desmame de uma coisa que começou em Setembro. É assim a vida. A vida de um bipolar.

Amar o Pensamento

Filha - Oh mãe, adivinha quanto eu tive no relatório de Filosofia?
Mãe - Não sei.Dezoito?
Filha - Não, tive dezassete.
Mãe - Mas isso é muito bom.
Filha - É, não é? Eu adoro Filosofia. Gosto tanto que até fiquei triste quando a aula hoje terminou.

Organizando a Festa de Aniversário

Filho - Mãe, verificas-te se a cadeira de rodas do primo P. passava bem por todo o cinema.
Mãe - Sim filho, certifiquei-me.
Filho - As bebidas que os meus amigos gostam são: ice-tea de pessêgo, ice-tea de manga e pepsi. Vistes isso, não vistes?
Mãe - Podes estar descansado.
Filho - Vai haver pizzas para todos?
Mãe - Vai filho.
Filho - E baldinhos de pipocas? Tem de ser um para cada um.
Mãe - Vai ser assim meu amor.
Filho -Mãe.
Mãe - Sim, filho.
Filho - Convidas-te o P. e a D.
Mãe - Claro que convidei.
Filho - Oh mãe, és fantástica.

Eu eu estou tão orgulhosa por o meu rebento ser tão preocupado, organizado e cuidadoso com todos os seus convidados.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O tempo mudou e ela voltou

Adoro o som dos passarinhos que anunciam (finalmente) a chegada da Primavera. A rua ainda cheira a terra molhada mas já há uns raios de sol que nos alegram a alma. Finalmente o tempo mudou.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Páscoa no monte

Era uma tarde de Abril cinzenta e húmida. Desciamos o monte da Tia C. em direcção ao monte que outrora tinha sido dos nossos avós. Apesar da distância entre um e outro monte, o silêncio do campo era cortado pelo riso e as vozes de crianças que vinham do nosso monte. Sabíamos de quem eram as vozes e adivinhavamos ao que andavam a brincar. Talvez fosse no monte de areia, talvez fosse com o carro, com a motinha ou com a bicicleta. E sabíamos que amanhã, ainda se iriam juntas mais dois elementos a estas crianças e o quadro ficaria mais completo. Ficaria uma casa cheia. Uma multidão. E seria uma outra tarde cheia de som, vozes, risos, cheia de futuro.