terça-feira, 29 de abril de 2014

... Porque estou viva


Trevolândia por estes dias

Por estes dias estudo Matemática, Português e Estudo do Meio do 4º ano. Transporto uma bailarina do grau 4. Tento manter a casa em ordem e há um monte de roupa por passar a ferro que me persegue. Há quinta-feira, quando é possível, vou à minha aula de ioga e às sextas tenho que levar o pimpolho à aula de guitarra clássica. Estou também a tentar ler um livro e tenho três lavores iniciados. Quase todos os dias tenho que ir ao supermercado e no trabalho tenho projectos até ao início de 2016. Quando me é possível venho aqui. E pronto, basicamente é isto. 

Uma vida perdida

Eu não costumo ver televisão. Cá em casa também não se acompanha telenovelas. Não conhecia o Pedro Cunha. Não conhecia o seu trabalho. Mas a notícia da sua morte chocou-me. Primeiro porque já estive à beira do suicídio por várias vezes mas consegui ter força para me agarrar à vida. Depois porque o desemprego é uma realidade que me tocou entre 2010 e 2013 quando o meu marido esteve nessa situação.
A mim toca-me quando as vidas das pessoas são subitamente interrompidas, principalmente tratando-se de um ato deste tipo. Custa-me que não tivesse havido ninguém que o tivesse agarrado, custa-me que a medicação não tivesse funcionado, custa-me que o apoio psicológico (se existiu) não o tivesse encaminhado, custa-me que ele não tivesse encontrado alternativas à falta de emprego. Custa-me uma vida perdida.

sábado, 5 de abril de 2014

´Tou velha - O Kurt Cobain já morreu há 20 anos


À memória de um dos bipolares mais famosos que a depressão levou precocemente.

Viagem de finalistas


A esta hora a minha princesa está em Salou na sua viagem de finalistas do secundário. Nunca a minha pipoca esteve tão longe de nós e nunca eu tive um frio tão grande e tão prolongado na barriga.  Mas a vida é assim, começa a ser hora de ela abrir as asas para abraçar o mundo. Eu também já fiz o mesmo e aos 18 anos comecei a viver sozinha.