domingo, 19 de dezembro de 2021
Meia mulher
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
A cozinha industrial de uma mãe bipolar
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
O dia em que me reinventei
sábado, 23 de outubro de 2021
Status: Afastei-me da minha mãe, cortei relações com a minha irmã e reaproximei-me da minha filha
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
As minhas fronteiras
terça-feira, 21 de setembro de 2021
A inevitável mudança das estações e da concentração de serotonina
domingo, 12 de setembro de 2021
Os sentidos nas férias
As minhas férias souberam a figos pretos colhidos pela manhã.
Souberam a apanha de amêndoas e alfarrobas.
Souberam a raios de sol tocando na pele e formando uma imensidão de sardas.
Cheiraram a barrocal nas roupas, nos espaços, nas casas e nos campos.
Souberam ao canto das cigarras pela calma.
Souberam a peixe grelhado e comida caseira feita pela minha formosa mãe.
Souberam a mergulhos no mar em água fresca e transparente de praias de areia branca a perder de vista.
Souberam a gelados de Dom Rodrigo em noites quentes de Verão.
Souberam a noites de lua cheia e luar projetado no rio.
Souberam a família e amigos.
Souberam a bolas de Berlim polvilhadas de açúcar e areia.
Souberam ao exótico sabor dos figos da Índia.
Souberam a sal, algas, rochas e cardumes de peixes.
Souberam a nascer do Sol em promontórios e ocasos em praias sem fim.
terça-feira, 25 de maio de 2021
Colocando cada coisa no seu lugar
Após o bater no fundo que foi a minha vida em 2010, a recaída de 2011 e toda a privação de sono e depressão que sofri desde tenra idade, a minha existência foi recompondo-se. Aos poucos e poucos. Dia após dia. Atirando-me ao infinito e agarrando com unhas e dentes todas as oportunidades que encontrei no meu caminho.
Assim, as coisas foram voltando aos seus lugares. Os livros voltaram às suas prateleiras, a minha pulseira de noiva voltou ao meu pulso, a ordem e a regra voltaram ao meu lar, o sono à hora que lhe pertence, a paz aos meus dias e o sol a todos os recantos da minha alma.
Ainda há coisas a fazer mas o principal já foi feito. Vou dando notícias.
domingo, 9 de maio de 2021
domingo, 7 de fevereiro de 2021
Terceira Vaga
Os dias são todos iguais.
A noite é igual ao dia,
E o dia é igual à noite.
Os dias seguem devagar e lentos.
Sempre na penumbra, sempre cinzentos.
Trabalho desde que me levanto.
Como, trabalho e deito-me.
Sempre igual, sempre ao mesmo ritmo.
Lá fora as pessoas vão caindo.
Sempre um avião, sempre ao mesmo ritmo.
Quando isto para,
Quando isto termina.
Quando podemos voltar a abraçar-nos.




