sábado, 23 de janeiro de 2016

Pimentinha - O Fino

Ao almoço:
Pimentinha - Não apetece comer mais.
Pai Trevo - Então porquê?
Pimentinha - É que sabes, depois do pequeno almoço, fiz um brunch de cereais a meio da manhã e agora estou cheio.

(...)

Pimentinha - A água do banho deixou-me todo dorido nas costas. Estou a precisar de ir a um SPA.
Estes pais em uníssono - Ah pois, é que é já a correr.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Crónica do destralhar ou como atravessar uma crise de hipomania

Continuo a dormir pouco. Mas durmo e acordo mais descansada que nos últimos dias de 2015.
Hoje foi dia de fazer análises e consulta no Júlio de Matos. Os resultados só vou saber no dia 2 de Fevereiro. A medicação é para continuar. É forte, deixa-me sem reflexos e com muita dificuldade em conduzir. Mas tem de ser assim. Vou de transportes, vou taxi, outras vezes no meu carro, o que importa é ir, sair de casa, trabalhar, levar o pimpolho às actividades e tratar de todas as coisas que transformam uma casa num lar.
No Júlio deixei os sacos para a Fundação do Gil e os livros para a biblioteca do hospital.
À tarde fui deixar uma impressora completamente obsoleta no Ponto Electrão e um sacão de coisas para a Cáritas. As coisitas para as filhas das minhas colegas já foram entregues ontem.
Continuo com os planos de destralhar. A energia hipomaníaca está a dar-me para isso. Já tenho plano para a literatura infantil dos miúdos, sapatos que me deixaram de servir e uma cadeira auto. 
Com calma vou chegar à layer onde na minha casa se acumulam sebentas e cadernos da faculdade. Sim, é verdade, para o ano vai fazer 30 anos que entrei na universidade e eu ainda tenho TODOS os livros. Por aqui se vê a "maluquinha" que eu sou.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Contágio de destralhar

Este fim-de-semana o destralhar teve o seguinte resultado:
- 1 saco de 50 litros de roupa e sapatos de adolescente da pipoca para dar às filhas das minhas colegas;
- 1 saco de 50 litros de roupa e sapatos para dar à Caritas;
- 2 máquinas de roupa de 8 kg cada de roupa vintage da mãe para a filha para refrescar;
- 1 saco de livros para a biblioteca do Júlio de Matos;
- 2 sacos do Ikea com brinquedos e outras coisas para a Fundação do Gil
- 1 saco de livros do 12º ano para entregar no livrão da Câmara Municipal..

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Música do Trevo #55


Cúmulo do destralhar bipolar

Livrei-me das minhas crocs rosas que estreei no meu quarto internamento num hospital psiquiátrico (em 2010, note-se). Agora , quando eu calçar as minhas novas socas, ninguém cá em casa vai ter essa lembrança menos boa da minha (nossa) vida por associação ao que trago calçado.
Pelas arrumações esta crise hipomaníaca até tem sido uma coisa boa.
Vamos ver o que consigo destralhar mais.


Crónica dos meus dias bipolares

Tenho andado doente, é verdade, mas não é por isso que não deixo de ir trabalhar.
No escritório aproveitei a crise para destralhar a barafunda que é o meu cantinho. O trabalho propriamente tem se desenvolvido mais lentamente e esqueci-me tomar algumas acções. Mas nada de grave. 
Continuo cansadinha mas esta noite, finalmente, dormi uma noite inteira. Vamos ver.

Hoje fui pintar a minha monstra raiz de cabelos brancos. Amanhã, de manhã, tenho agendado umas unhas de gelinho. Vou ficar toda bonita. Assim, se tiver que ser internada no Júlio de Matos para fazer uma cura de sono, vou doente mas vou com estilo. Não vai haver ninguém naquele Parque de Saúde mais belo do que eu. 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Destralhar bipolar #2

Quando estou a descompensar ou mesmo em hipomania volto ao meu modo natural das arrumações. E isso até é bom. Hoje enchi um saco do lixo de 30 litros de calçado do pimpolho do tempo da Maria Cachucha. Já fui entregar ao contentor da Cáritas e já tenho este assunto despachado.
Porém, acontece que a maior parte do tempo eu não estou neste estado, ando sob o efeito dos estabilizadores do humor e da olanzapina. Fico inerte, vejo as coisas por fazer e não paro para agir. Escolher livros da escola que já não têm uso e entregá-los a uma organização foi para mim uma tarefa hércula. E tudo quanto é tarefa aqui em casa é assim, tenho que andar sempre a puxar por mim se não de outra forma é o caos. É cansativo tanto estar em modo acelerado como em modo velocidade constante perto do zero. Em suma isto, às vezes, isto é uma p*** de uma vida.

Musica do Trevo #50

De molho em casa

Na quinta fui às urgências pois estava demasiadamente acelerada. A dose de Ácido Valpróico foi ajustada, introduziu-se o Tercian 100 mg e Rivotril 2mg. Eu e a médica estivemos a ponderar se o melheror seria eu ser internada mas como eu ainda estava muito cotroladinha e não era certo que internada descasava mais do que em casa optou-se pelo lar dos trevos.
E aqui estou eu, há duas noites que durmo melhor. Só acordo para fazer chichi e beber água.
Estou é muito mole não consigo fazer nada de jeito. Assim, tenho feito algumas tarefas e distribuído as restantes pelo os restante trevos. 
Ontem não fui trabalhar mas estou a pensar ir na segunda, sem ir de carro pois esta dose cavalar de medicamentos afecta-me a capacidade de reacção e eu tenho muito medo de conduzir.
E é isto um diário de uma bipolar muitas vezes bem, às vezes em baixo e pontualmente, moderadamente a muito descompensada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Destralhar bipolar #1

Quando entro em hipomania dá-me para fazer arrumações desta vez foi o calçado. Como engordei trinta kilos com a medicação os meus pés ficaram gordos e passei a calçar dois a três números acima. Assim, fiquei como montes de sapatos que não me servem. Hoje, o desassossego, fez-me dar uma volta aos sapatos e enchi três sacos do lixo de 30 litros de sapatos para dar.
De caminho foi tabém um saco do lixo de medicamentos fora de prazo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia de Reis


Hoje é dia de Bolo Rei e de romãs. É dia de guardar a coroa da romã para ela nos dar sorte para ganharmos dinheirinho. É dia de reunir a família,  mais uma vez. É dia de desmanchar a árvore de Natal e o presépio que para Dezembro há mais.
E por falar em árvore de Natal e presépio tenho a dizer que a montagem destes símbolos, este ano estiveram a cargo do pimentinha. Aliás, não só a montagem como também o look. Este  ano, segundo ele, não podiam haver penduricalhos de bonecos de peluche ou madeira. Para ele, árvore de Natal que é árvore de Natal só pode ter bolas e fitas brilhantes farfalhudas. Assim, lá tivemos que ir de arrasto ao Aki comprar as decorações que este designer pretendia. E o resultado final foi este. Bom dia de Reis que eu agora vou ali descansar um bocadinho para ver se recupero desta descompensação.


Descompensar

Estou na m****. Há vários dias que não durmo nada de jeito. Dupliquei a dose de Olanzapina. Ontem fui ao médico. A Dra. mandou-me duplicar a dose de Olanzapina que já tinha duplicado. Não fez efeito. Estou aqui com mais uma noite mal dormida.
Não consigo alimentar-me bem. Tenho medo de conduzir. Estou impaciente e acelarada. Tenho dificuldade em concentrar-me. O trabalho está a render pouco. No escritório custa-me esconder que nem tudo está bem comigo. A luz do Sol (quando aparece) fere-me a vista. Transpiro mais do que é costume.
Fiz um interregno nas actividades fora da escola do pimpolho porque ao fim do dia já não me sinto com coragem de andar de cá para lá.
Sinto-me a caminhar lentamente para os meus piores momentos.
Amanhã se isto não passar vou às Urgências.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Constatações de Ano Novo

Depois das rabanadas, dos sonhos, do bolo rei, das broas de mel, da pinhoada, da mousse de limão, da pavlova, do doce fino, do tiramisu e da mousse de manga tenho a transmitir que uma simples fatia de pão com manteiga sabe muito bem. ;)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Descompensar, passagem do ano e concerto dos Dama

Entrei o Ano Novo a descompensar. Há para aí umas sete noites que eu não consigo dormir nada de jeito. No entanto, a passagem do ano foi muito boa. Fizemos a festa cá em casa com muita comidinha, playlist do pimentinha e calor da lareira e da família. Depois no primeiro dia do ano a festa continuou, eu não estava muito bem mas tive preciosas ajudas.
Depois mesmo cansada tive que ir ver um concerto dos Dama com o príncipe e os seus amigos porque eles gostavam muito de ir e porque também temos de fazer algumas vontades ao pimpolho (o coitado passou a passagem do ano só rodeado de adultos.. Ele adorou o concerto. Deitámo-nos um bocado tarde o que não é muito saudável para a minha cabeça bipolar mas a minha vida não acaba porque estou doente, continua, menos perfeita é verdade, mas continua.