segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Estudo comparativo

Hoje quando fui deixar o Sr. do Trevo ao aeroporto levei:
- 1 mala;
- 1 malinha para levar na cabine;
- 1 mochila.
 
Quatro horas depois quando levei o pimpolho à escola carreguei com:
- 1 mochila para a escola;
- 1 mochila para o apoio psicopedagógico;
- 1 saco do almoço;
- 1 lancheira;
- 1 saco da natação.
 
Podia ser pior. Houve um tempo que cheguei a levar para a escola de duas crianças:
- 1 mochila,
- 2 sacos de almoço;
- 2 lancheiras;
- 1 saco da ginástica;
- 1 saco de ballet.
 
Por aqui, todos os dias de manhã é como partir para uma nova viagem, descobrir novas coisas, crescer e aproveitar a vida.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cinzento, rosa, vermelho e laranja

Hoje acordei a meio da manhã com vontade de pular para a vida.
Preparei-me para sair. O dia estava cinzento mas mesmo assim coloquei o meu lenço rosa, vermelho e laranja.
Saímos de casa e logo encontramos a nossa porteira que já ia votar.
Percorremos o centro do nosso bairro.
O chão estava coberto de folhas secas que se acumulavam nos cantinhos.
Encontramos pelo caminho um colega de trabalho que também é nosso vizinho.
Aquela hora havia mais gente na rua do que é habitual. Certamente por ser dia de eleições.
Tomamos o pequeno almoço na Padaria Portuguesa. Soube-nos muito bem.
Levámos uns croiassants  para o pequeno almoço da criançada lá de casa e fomos votar.
Cruzámos o parque, sentimos o cheiro da terra molhada e a alegria do chilrear dos passarinhos.
Encontrámos vizinhos que iam votar e outros que já tinham votado.
Caia um chuva miudinha.
Votamos e voltamos a casa. Há muito a tratar. O Sr. do Trevo vai viajar.

sábado, 28 de setembro de 2013

Apelo ao voto

Nem sempre em Portugal foi possível votar. 
Às mulheres só foi concedido esse direito há cerca de 40 anos. 
Nem sempre foi possível termos uma palavra a dizer sobre quem nos governava. 
Nem sempre foi possível dizer de nossa razão.
Por isso amanhã vote. 
Vote à esquerda. Vote à direita. Vote ao centro.
Vote no partido da terra. Vote no partido dos animais. Ou vote no partido dos demais.
Vote na vizinha debaixo ou no desconhecido candidato.
Vote branco. Vote nulo.
Mas vote.
Abster-se é que não vai servir de nada.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Mordomo

Antestreia O Mordomo: contemplados

A minha vida é feita de uma correria, organizada, cronometrada e regrada que me permite, mesmo sofrendo de uma doença crónica, ter uma vida mentalmente saudável. Considero que a minha vida é um exemplo de como se pode viver bem com a doença bipolar, por isso criei este blog, mas há um se não, na minha vida é difícil arranjar um tempinho para actualizar o blog com todas as coisas boas, interessantes e dignas de nota que me acontecem.

Um exemplo disso é o filme "O Mordomo". Já o fomos ver há uma semana mas só agora tenho o tal tempinho. Andava muito curiosa em ver o filme até porque a banda sonora é do nosso Rodrigo Leão. Gostei muito da interpretação da Oprah Winfrey. Não me admirou, já tinha gostado muito da prestação dela em "Cor Púrpura". Foi engraçado ver também o Lenny Kravitz e a Mariah Carey dando vida a personagens do filme. A história do filme é bastante interessante porque a vida do mordomo vai-se cruzando com a História da América do século XX. No entanto, tanto eu como o Sr. do Trevo achamos que foi contada de uma forma um pouco morna e monótona. Podia ser melhor.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

E nem de propósito começou a chover

José Luís Peixoto - A mãe que chovia

Este é o livro que o meu filho tem estado a ler antes de adormecer. É um livro que nos fala sobre uma mãe especial e sobre um filho igualmente especial. É uma história de amor entre uma mãe e um filho. E isso é um bocadinho o que se passa por aqui, eu ando bem a maior parte do tempo mas não deixo de ser uma mãe diferente e um bocadinho "louca" (no sentido positivo). Por outro lado, o meu filho é também especial. É muito doce, meigo e cheio de espírito de iniciativa. 

"... e, como uma árvore, como um campo, como a natureza, recebeu o carinho da sua mãe, que o cobriu."
- É linda esta história, mãe - disse o Menino do Trevo quando acabou de ler o conto.



Há também a referir que as ilustrações de Daniel Silvestre da Silva são belíssimas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que faz uma boa maquilhagem


Fui à net e encontrei isto - Sofia Vergara

Estica, estica, arrebita

Assisti à aula de ballet da minha filha.
Os termos são franceses, a metodologia é inglesa mas os exercícios parecem alemães.
Hoje foi tudo muito duro. É assim o recomeço, já a preparar o exame de Maio.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Breves consideraçoes sobre a compra de um par de sapatos

O Sr. do Trevo até gosta de moda. Gosta de andar bem arranjadinho e cheirozinho. Mas a moda não é uma das suas prioridades. Ele, nós, preferimos investir na educação dos Trevinhos, em cultura, viagens e em alguns almoços e jantaradas. Isso aliado ao pavor que o Sr. do Trevo tem de andar em centros comerciais faz com que o seu guarda roupa por vezes atinja o estado de desfalecimento. Nessas alturas temos de ir em missão S.O.S. às compras. Foi assim com as camisas na Primavera passada. Fomos a correr à Sacoor (Outlet mas Sacoor) comprar uma meia dúzia para renovar o guarda roupa.
Desta vez, no passado fim de semana, foi com uns sapatos. Deram o último sopro de vida. E lá tivemos nós ir a correr bater um centro comercial à procura de uns sapatos. Primeiro fomos à Forever. Lá encontramos uns sapatos em conta mas o Sr. do Trevo com aquilo nos pés parecia um padrinho da máfia. Depois fomos à Aldo, os sapatos eram catitas mas o valor era demasiado oneroso. De seguida fomos à Hera e encontramos uns sapatos bem giros mas também eram caros. Por fim, fomos a outra sapataria e encontramos uns sapatos que são a cara do Sr. do Trevo e tinham um preço mais aceitável. Tem é um senão, são estrangeiros. E eu fiquei a pensar será que em sapatos de igual qualidade as sapatarias portuguesas não conseguem ter preços concorrentes com os sapatos estrangeiros. Isto faz me confusão. Claro que no fim optámos pelo últimos sapatos que encontramos. Mas fico a pensar.


Para nos redimirnos acabamos a visita ao centro comercial bebendo um café na esplanada da Delta Q.

domingo, 15 de setembro de 2013

Capítulos da vida na Trevolândia #2

Depois dos nossos filhos nascerem acaba-se a nossa privacidade. Foi assim com a minha filha. Os maiores desabafos e confidências, desde da pré até ao fim do secundário, foram feitos na casa de banho. A casa de banho tem qualquer coisa de libertador que permite às crianças virem para ali desabafar das suas vidas, falar sobre os seus projectos e comentar o seu dia a dia..
Com o mais pequeno passa-se o mesmo. Não sobre desabafos, porque ele é muito seguro de si e está sempre tudo bem, mas sobre assuntos de extrema "urgência".
Hoje por exemplo, quando eu estava a tomar banho, o assunto importante era saber se podia pôr gel sanitário nas sanitas das casas de banho. Eu disse que sim e lá foi ele, o auto-proclamado provedor das limpezas cá de casa.

sábado, 14 de setembro de 2013

Enquanto o Outono não chega...

...  ,e quando o pipoco não tem de levantar cedo no dia seguinte, à noite depois do jantar vamos apreciando a esplanada aqui perto de casa.
É um espaço bastante agradável que fica paredes meias com um parque infantil que faz as delícias do pimpolho.
E é assim, ficamos por ali, o pipoco feliz, e nós pondo a conversa em dia, bebendo as nossas bebidas preferidas deste Verão, apreciando o tempo ameno.



A vida não é só feita de correrias, de depressões, de períodos em que ficamos submergidos em trabalho. A vida é também feita de pequenos momentos, que podem ser curtos mas dão para recarregar as baterias.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Desfazendo mitos

A teoria de que os  homens não são capazes de fazer mais que uma tarefa ao mesmo tempo está completamente errada.
Aqui na Trevolândia, o meu filho que é homem, só tem 9 anos mas é homem, é capaz de ver televisão, brincar com os legos e refilar comigo por ter que ir para o banho, tudo ao mesmo tempo.
Teoria errada, pelo menos quando aplicada a homens com menos de 10 anos.

Uma noite diferente


Não fui. Tinha dormido menos horas de sono do que o habitual para preparar o regresso às aulas do pipoco. E dormir pouco é algo que afecta de sobremaneira um bipolar. Por outro lado também tinha que deitar cedo o rebento mais pequeno pois já não estamos em férias. Assim, a Trevolândia foi representada neste evento pelo pai e pela filha. Hoje de manhã recebi, com muito agrado, os seus relatos entusiásticos. O mar de gente. As performances musicais. As bebidas grátis. As compras fantásticas. E as prendinhas que também me couberam a mim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Regressos

Por aqui vão-se preparando os regressos. O regresso ao apoio psicopedagógico do mais pequeno. O regresso à escola dos dois trevinhos. E o regresso às actividades extra-curriculares dos meus rebentos. 
Em relação às actividades extra-curriculares do mais pequeno tenho que ser eu a tratar do assunto como é óbvio. Mas da minha adolescente já estou à espera que ela trate de tudo e sou estou à espera de pagar a mensalidade. 

Ora acontece que ontem por volta das seis e meia da tarde, quando me preparava para merendar, dar banho ao pipoco, ir ao supermercado e acompanhar o pimpolho nuns tpc, sou surpreendida com o seguinte telefonema.  
- O mãe eu já estou aqui perto da academia podes-me vir trazer o saco do ballet? Ah e tal traz-me os sapatos de carácter, as sapatilhas de cetim e o costume. E depois podes ir buscar a R. à saída da estação de metro que ela está super atrasada e assim poupava algum tempo.
Mas eu não fazia ideia que havia ballet já hoje... Eu não faço ideia onde anda o equipamento de ballet no meio da selva amazónica que é o quarto de adolescente da minha trevinha. E o tempo é pouco.
Faço uma expedição ao quarto e facilmente encontro os sapatos de carácter pois estavam dentro do saco de ballet. As sapatilhas de cetim foi ainda mais fácil. Estavam guardadas religiosamente na mesa de cabeceira. As sapatilhas de treino também foi fácil. Estavam desarrumadas. Foi fácil. Agora o maiô e os collants é que não havia meio de aparecerem. E ai que a professora exige sempre o equipamento como deve ser. Procurei, nada. Procurei na roupa lavada, nada. Eu sabia que no final do ano lectivo tinha lavado o equipamento mas mesmo assim procurei na roupa por lavar, e nada. Nisto chega o pai e resolvemos fazer nova expedição à selva amazónica. Então não é que muito bem arrumadinho encontramos o maiô e os collants. Pronto, isto já estava, o pipoco estava no banho e agora só faltava ir buscar a colega ao metro. O tempo estava bem contadinho e não é que a miúda tinha que estar na outra saída de metro.
Com quinze minutos de atraso chego à academia. Entrego o equipamento à minha miúda e raspo-me para o supermercado. Chego a casa com a comida para fazer o jantar e tenho esta recepção.
- Ai e tal levas-te muito tempo. E eu não me dei conta e esqueci-me que o J. estava a tomar banho e quando fui dar com ele estava todo encarquilhado. Encarquilhado mas feliz, porque ele fez cá um banho...

A minha vida por aqui é bocadinho disto.
A cuidar de bailarinas desde 2000.