sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Para todos um Santo Natal

 
Agora vou mergulhar na azáfama de Natal pois tirei a tarde de férias. Vou comprar as couves e as batatinhas na frutaria. De seguida vou ao super comprar todas as coisas que faltam. Depois vou me recolher a casa, vou fazer as sobremesas e domar três pilhas de roupa que tenho por passar a ferro. Feliz Natal!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Natal é: tempo de visitar os doentes

Eu ando sempre a correr do lado para outro. É o trabalho, a casa, os miúdos, o estudo do miúdo, as actividades do miúdo, a doença, etc. Pelo fico com pouco tempo para visitar os meus doentes. Assim, nesta quadra em vez de embarcar na loucura das compras de Natal vou visitá-los. Posso não ter as prendas todas até à véspera de Natal mas pelo menos lembrei-me da minha família e dos meus amigos que estão a passar um mau bocado.
Assim, no Domingo fui visitar uma prima do meu marido que já é velhota, partiu pela segunda vez um braço, faz hemodiálise e está um bocado combalida. Ela ficou contente com a nossa visita e adorou os bombons de chocolate que lhe levámos. Viu-se mesmo que ela ficou feliz.
E ontem fui visitar uma amiga minha que está com depressão profunda há mais de 3 anos pois foi vítima de moobbing no trabalho. Fiquei satisfeita de a ver, ela entretanto já fez duas apresentações para apresentar a um congresso e está a pensar voltar à vida activa noutros moldes.
Hoje vou ligar à minha tia M. que está longe e foi operada ao apêndice.
Penso que nos devemos lembrar dos nossos doentes todo o ano mas quando isso não é possível pelo menos nesta altura. Isto é que é Natal.

Natal é: tempo de fazer concessões

Eu gosto de decorar a árvore de Natal com pequenos anjos, pais natal, bolas, corações e outras pequenas minuaturas. Gosto também de envolver a árvore com cordões e não com fitas. Acho fitas coloridas e brilhantes uma coisa um bocado pirosa. Por isso todos os anos é uma guerra por causa da decoração de Natal, uns querem fitas e bolas brilhantes, eu quero cordões e coisas fofinhas. Assim, este ano, a bem da família, a decoração ficou a cargo do pimentinha, temos muitas fitas e bolas pirosas na árvore, fitas por cima da porta da sala, fitas por cima do espelho da entrada, fitas por cima dos quadros e o must, uma matrioska de pais natal de chocolate.

 
Desta forma, este ano não temos um Natal como veio do meu imaginário infantil mas ao gosto da criança da casa. Está muito piroso mas ele está feliz...

Natal é: Partilha

Nós vivemos a 300 km da minha família. Assim, um ano o Natal é com a minha família e o outro ano é com a família do meu marido. Este ano o Natal vai ser com a família do meu marido e vai ser todo na minha casa. Já planeamos tudo. O meu cunhado P. vai trazer o Bolo Rei, um queijo XPTO, presunto, camarões e a vinhaça. A minha cunhada traz filhoses feitas por ela, patés, o borrego assado, as couves e três sobremesas. Pela nossa parte contribuímos com o bacalhau, umas batatas muito boas, uma canja de perdiz, azevias, sonhos, rabanadas, broas, mais queijos, sapateira, salmão fumado, pinhoada, bolo de Natal e mais outras coisinhas. Estamos todos entusiasmados. Vai ser um Natal com muita comidinha, muito convívio, muita harmonia e bocado cigano pois vamos prolongar o mais tempo possível. Feliz Natal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Eu bipolar me confesso

Ontem fui me confessar. Havia mais de 22 anos que não o fazia. Estava apreensiva, muito por causa dos pecados que tinha praticado quando estive psicótica e em hipomania. Estes pecados foram graves, tanto à luz da Igreja como da sociedade em geral. Estava cheio de receio mas determinada principalmente porque a minha última crise me fez reaproximar de Deus e da Fé e só faltava a confissão para estar bem comigo mesma. E lá fui, o Padre foi superatencioso, compreendeu os meus problemas, disse-me três vezes para eu ter cuidado com a medicação e não a deixar de a tomar, pordoou os meus pecados e como penitência mandou-me ler uma passagem da Bíblia e meditar sobre ela. Por fim mandou dizer o Ato de Contrição que eu não sabia de todo mas ele ajudou-me a dizer. Foi fixe, vim mais aliviada e confiante com a segurança que a minha Igreja tem espaço para pessoas como eu e as compreende. 
Mas fiquei a pensar, se hoje em dia a Igreja Católica não tem problemas em aceitar doentes mentais o que falta à nossa sociedade para o fazer? Porque razão ainda somos vistos como uns tolinhos e não como pessoas que tem um problema de saúde crónico?

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em depressão

Depois da euforia a queda. Não me apetece levantar, não me apetece agarrar o projecto que tenho entre mãos, não me apetece comentar os blogs que sigo. Não me apetece nada, nada... E estamos a duas semanas do Natal e eu não tenho nada preparado. E isto...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dona de casa em hipomania


Neste momento não tenho uma única meia ou cueca por dobrar ou arrumar. Toda a roupa que secou hoje já está passada a ferro e guardada no sítio certo. No fim de semana passado, passei toda a roupa que tinha acumulado durante quatro semanas por causa da depressão. Hoje dei uma volta ao escritório e deitei fora o conteúdo de três caixas das mudanças de casa que fizemos em 2005. Tenho um cachecol para o puto do Trevo que estou a fazer em malha bem adiantado.

No trabalho terminei dois projetos e comecei outros três.

Estou em hipomania é verdade mas não tem sido como não outras vezes. Não tenho andado a fazer compras estaparfúrdias. Não tenho andado a conduzir feita doida. Enfim, não tenho andado a fazer avarias. Mas tenho andado com muitas insónias. Felizmente não tenho tido muito sono durante o dia e tenho me aguentado.

O que é certo é que tenho a casa muito mais arranjadinha. E assim, até sabe bem estar em hipomania.

A nossa aldeia da roupa branca

Nesta casa existe, um gato, aliás um gatinho, que adora "roubar" roupa nos quartos e estendê-la no tapete grande do hall de entrada. Outras vezes rapta os esfregões e panos do lava loiças e espálha-os no tal tapete. O resultado destas malandrices é uma espécie de aldeia da roupa branca na entrada da casa.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Puto vaidoso

De manhã, o pimpolho leva cinco minutos a vestir-se, dois a tomar o pequeno almoço e quinze a pentear o cabelo.

domingo, 6 de novembro de 2016

20 Anos

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Faz hoje precisamente uma semana que a minha filhota completou 20 anos. Ou seja, faz agora 20 anos que fui mãe pela primeira vez da bebé mais linda do mundo, gorda, rechonchuda, grande, com imenso cabelo preto, com uns olhos castanhos muito doces e a cheirar muito bem. Ao longo destas duas décadas aconteceram muitas coisas, umas boas e outras mesmo más pois a doença bipolar tem dessas coisas. No entanto, a minha princesa sobreviveu a tudo isso tornando-se numa adulta série e responsável, muito inteligente e culta. Tenho imenso orgulho nela e tenho a certeza que o futuro dela vai ser auspicioso. Parabéns Princesa...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Gato do Trevo

 
Olá, eu sou o Gato do Trevo. Tenho quase dois meses e estou na Trevolândia há dez dias. Ainda bebo leitinho mas já como ração e comida húmida que adoro. Gosto muito de roer headphones, bricar com sacos e cordões. Porto-me muito bem e vou sempre à minha casinha de banho. Gosto de todos em casa e adoro dormir acompanhado mas nem sempre me deixam. Sou muito curioso. Pode não parecer mas sou um gato rafeiro. Sou muito brincalhão, mimocas e comilão. Enfim sou um gato feliz...


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sem comentários

Ponto nº 1: Custa-me caminhar por causa da rotura parcial de ligamentos que fiz em Agosto.
Ponto n.º 2: Não tinha pastilhas para a máquina da loiça para arrumar a cozinha depois do jantar.
Ponto nº. 3: Fui num instante ao super aqui do bairro comprar as pastilhas. Aproveitei estive a ver umas promoções e coisas que precisava. Trouxe líxivia, amaciador da roupa, anticalcário, papel higiénico. Tudo muito rápido e eficiente.
Ponto n.º 4: Cheguei a casa toda contente... mas sem as pastilhas para a máquina.
Ponto n.º 5: Voltei ao supermercado, cheia de dores e danada comigo própria.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Fecha-se uma porta, abre-se uma janela

De quinta para sexta mudei o J. de escola. Aconteceram umas coisas desagradáveis e achamos que a melhor forma de resolver o problema era mudá-lo de escola. Ontem foi o primeiro dia de aulas na escola nova. Vinha entusiasmado mas calado. Hoje vinha todo contente, tinha feito amigos novos e até, imagine-se, fazia parte de uma banda rock. Está com imensos projectos, gosta da organização da escola e sente-se mais crescido pois esta escola vai até ao secundário. Isto promete...

domingo, 11 de setembro de 2016

Cartas de guerra


"Cartas de Guerra" é um filme lindo (se é que lindo se pode usar) sobre a guerra, a separação, a força de carácter e as fraquezas humanas. É um filme a preto e branco mas em que sabes todas as cores. A cor verde-rubra da nossa bandeira, a cor verde das fardas e dos veículos militares, a cor chocolate dos angolanos, a cor dos hits do princípio dos anos 70.
Quando a história deste filme começa, em Janeiro de 1971, eu tinha um ano. Por isso lembro-me e não me lembro do contexto em que se passa este filme. Por exemplo, ainda hoje sei como o meu pai ficou traumatizdo com o princípio da guerra no Uíge, como o meu primo J. não resistiu psicológicamente à guerra e depois passou a vida, até morrer, em largas temporadas no Júlio. Como o A.J. se tornou violento e com isso destruíu o seu casamento e não viu crescer os seus filhos. Este filme não é só sobre o Doutor António, é sobre um bocadinho de todos os que participaram indirectamente ou directamente na guerra colonial e também para os que vieram depois desses tempos.
Despois tinha uma certa curiosidade em ver este filme porque nos meus intermináveis anos de consultas no Miguel Bombarda conheci o Dr. António, este Dr. António ao vivo e a cores. Ali o Dr. António não era só um sobrevivente da guerra mas também ajudava pessoas como eu a sobreviver. Ele escutava com os seus olhos azuis vivos os pacientes enquanto acompanhava as histórias deles fumando cigarros acesos uns nos outros. E eu e a minha psicóloga, que tinhamos consulta de psicoterapia na mesma sala onde ele tinha estado a dar consulta de psiquiatria toda a manhã, ficavamos honradas com tal previlégio de partilhar o mesmo espaço com tal génio mas também com a roupa toda empestada de tabaco e tinhamos que abrir as janelas centenárias mesmo que fosse em pleno inverno.
Claro que também tenho uma curiosidade em ler a sua obra e já fiz várias tentativas porém não é fácil. A temática da guerra colonial é um tema caro para minha família e principalmente para a minha sensibilidade bipolar. Por isso uma boa primeira forma de abordar o tema é assistindo a este filme. E este filme é muito bom. Aconselho...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Conversas que só podem acontecer nesta casa

Esta que sou eu - Amanhã vou ao ortopedista por causa do joelho.
Sr. do Trevo - Boa. Estás assim há quanto tempo?
Esta que sou eu  - Se bem me lembro foi desde os Jogos Olímpicos.
Todos - Risada geral ;))))

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Então e a Festa...

Pois bem não foi uma festa. Foram duas festas pois além do aniversário do meu marido que tinha sido na sexta, no sábado comemorou-se também o aniversário da minha cunhada que fazia anos nesse dia. Convidámos 15 pessoas mas só 11 pessoas é que poderam vir (9 crescidos e 2 bebés), tivemos casa cheia e muita comida na mesa. Fiz quatro quiches, a minha filha fez um bolo de bolacha que era o bolo de aniversário da tia. A minha cunhada trouxe bolinhos de queijo, enchidos alentejanos caseiros, patés e molotof. Encomendei dois kilos de salgadinhos miniaturas e o bolo de aniversário preferido do Sr. do Trevo. Comprei queijos vários, camarão cozido e... acho que foi tudo.
O convívio foi muito bom e sobrou imensa comida mas foi giro e o maridão gostou pois ele adora reunir a família e os amigos.
 
 
Por fim tenho a dizer que para mim esta festa foi um desafio pois apesar de estar em hipomania consegui (com várias ajudas) organizar esta festa de anos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Aniversário do Super Marido

(imagem retirada da net)
 
E foi assim: Na passado dia 2 de Setembro o Sr. do Trevo fez cinquenta e uma primaveras. E para comemorar, e apesar de haver festa no dia seguinte com a família, fomos jantar os quatro ao Palácio Chiado pela primeira vez. Confesso que tinha as expectativas elevadas pelo que não fiquei deslumbrada. Estava à espera de melhor. Para a próxima vamos experiementar o Sushic Chiado que nos recomendaram.




Depois fomos beber um copo à esplanada do Bairro Alto Hotel e tenho a dizer que foi uma noite muito boa, tanto por estarmos de novo reunidos os quatro, como  pela a noite de verão fantástica e por fim estarmos juntos para comerar o aniversário de uma pai, marido e pessoa excepcional. <3


Epopeia de uma mãe de família num dia muito quente de Verão...


Monte de roupa às 3 da tarde


 
Os mesmo local às 7 da noite.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A minhas maleitas

Hoje fui à minha psiquiatra por causa das minhas insónias que já duram há duas semanas. Ela passou-me, para tomar em SOS, o Morfex. Não fez efeito. Desde da uma e meia da manhã que estou acordada. Já lavei/limpei o frigorífico, já lavei a carpete do hall da entrada, já vi televisão, já andei a passear pela blogsfera e nada não consigo dormir.



Por outro lado já faz também duas semanas que me lesionei no joelho. As dores continuam muito fortes e incomodativas. Tenho consulta de ortopedia dia 8, até lá terei que ir aguentado isto com analgésicos, uma pomadinha e uma joelheira. Não está nada fácil mas o que me preocupa mais são as insónias pois com noites mal dormidas não consigo estar bem durante o dia. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Amor de Verão

O pimpolho está a crescer a uma velocidade supersónica. No princípio do Verão calçava o 38, agora já está no 40. Com 12 anos, as mudanças da puberdade já se fazem ver no seu corpo e nas suas actitudes. Está cada vez mais responsável mas também mais saído da casca.
Todos os verões o príncipe  passa uma temporada com os avós. Ele adora lá estar, há internet, a minha mãe é muito activa e leva-o a montes de sítios e há também muitas crianças da idade dele. Se nos outros anos ele brincava com a criançada toda este ano pelo contrário tem feito muitos programas a dois com a L. que nos parece ser uma amiga especial.
E isto assusta. Ainda no outro dia era um bebé gordo e agora já está a viver uma parte emocional da sua vida que não nos inclui.
Ai que dor de cabeça...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Isto por aqui anda complicado

Hoje só dormi entre a meia noite e as duas e meia da manhã. O resto foi uma noite em claro. Lá terei que aumentar a dose de olanzapina e ir à minha médica.
No trabalho tem sido uma desgraça. Hoje de manhã, entre outras coisas, tive um bate boca com um colega que teve actidudes menos profissionais e éticas.
Tenho de ser forte e manter-me no caminho certo para isto não descambar. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Pescaria



O Sr. do Trevo chegou exausto da pescaria mas satisfeito pois trouxe 13 sargos, 9 cavalas e 9 carapaus.

Ajustamentos

Esta noite não tomei Paroxetina pois este medicamento não deve ser tomado quando estamos em modo acelarado (não dormir, fazer montes de coisas, etc). Também dupliquei a doze de Olanzapina para 10 mg. Com isto espero dormir bem esta noite.

Rainha das insónias

São três e meia da manhã e está tudo acordado nesta casa. A princesa chegou agora de uma saída com os amigos no Principe Real. O pai está de saída para uma pescaria em alto mar. 
E eu estou com uma insónia de todo o tamanho. Psicológicamente o ambiente no meu trabalho tem andado complicado (não tem nada a haver comigo, mas...) e isso tem afectado bastante.

Lisboa na Rua

Na quinta-feira, ao final da tarde, fomos ao concerto de abertura de Lisboa na Rua. Este decorreu na movimentada zona do jardim do Arco Cego.


Soube muito bem. A música, o ambiente descontraído, aquela sensação como se ainda tivessemos de férias, o convívio. Muito bom.


Musica do Trevo #85


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Seis comprimidos e meio

Escorreguei em casa e caí em cima do joelho. Tenho uma inflamação e estou a tratar com antinflamatório.
Tenho um fungo nas unhas dos pés e estou a curar com um medicamento.
Com os medicamentos para doença bipolar, só à noite, estou a tomar seis comprimidos e meio.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Férias e o melhor de três mundos

Durante duas semanas fomos para o Centro Norte, para o Centro e para o Sul.
Começamos por Aveiro, que ainda não conhecíamos enquanto turistas, e tenho a dizer que adorámos conhecer a nossa Veneza. Conhecemos o bar Mercado Negro. Jantámos uma mariscada na marisqueira Maré Cheia e no segundo dia jantámos na Adega do Evaristo.
Fizémos os passadiços do Paiva (antes dos incêndios), explorámos as Buracas do Casmilo, voltámos a Aveiro e passeámos de moliceiro. Pelo meio apanhámos muitos Pokemons e almoçámos no Baptista do Bacalhau.
Depois viajámos para a Serra da Estrela e suas lagoas refrescantes. Se vínhamos contentes ainda mais ficámos com tanta beleza natural, coachar das rãs, cheiros dos campos e água transparente e melodiosa. Deliciámo-nos com a comida serrana da Varanda da Estrela. Também aproveitámos para ler muito, apanhar mais uns Pokemons e fazer caminhadas.
Por fim rumámos ao meu Algarve, à comidinha da Mãe, ao cheiro ao barrocal em Agosto, às sardinhas assadas e salada de pimentos, à água do mar quentinha. Muitos mimos e bons momentos em família. Foram terminadas algumas leituras e começadas outras.
Dia 14 tivemos que voltar, cheios de pena por as férias terem terminado, mas com barriguinha cheia destes dias felizes.

Buracas do. Casmilo


Os pimpolhos nas buracos do Casmilo

A ria, os moliceiros e os edifícios Art Nouveau

Os passadiços do Paiva antes do incêndio

As casas na praia da Costa Nova

O pai e o pimpolho numa lagoa a 1850 m de altitude


A mãe Trevo e os pimpolhos numa caminhada de exploração

Sagres

Praia da Rocha

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Vaga de Campeões

Campeões Europeus de Futebol 2016

Campeões Europeus de Hoquei em Patins 2016

 
Campeãs europeias de atletismo 2016
 
Campea europeia júnior de surf 2016

Campeões mundiais de vela classe 420

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Esplanar I e II


O pai já voltou da aventura pelo Caminito Del Rey e vinha todo contente. A venda da Princesa no Santo António correu muito bem e por isso só tinhamos motivos para comemorar. Assim, tomamos de assalto as esplanadas de Lisboa. A primeira estava muito bem localizada, com um sol lindo de fim de tarde mas não tinha caracóis. Por isso procuramos uma segunda que tinha uns caracóis muito bons e tinha também uma boa localização.


Só faltou mesmo ir à Feira do Livro mas já estávamos muito cansados para andar pelo Parque Eduardo VII acima-abaixo e por outro lado ainda tenho ali um stock de livros para ler.
Adoro esta época do ano, Junho é o mês dos arrais e ainda temos muitos por visitar... isto é só princípio ;)

A Bica é linda

Foto tirada com uma câmara de fraca qualidade - pedimos desculpa

Neste Santo António fugimos para a Bica. O pai não estava cá e a mana tinha ido trabalhar para uma banca do Santo António. Assim, eu e o Pimpolho divertimo-nos na exploração do Bairro da Bica, comemos umas bifanas no pão pois não encontramos mesa e comer sardinhas em pé não dá jeito. Queríamos farturas mas não encontramos em lado nenhum. Assistimos a vários espectáculos ao ar livre e adorámos o ambiente. Aqui fica a fotografia possível do Miradouro de Santa Catarina (Adamastor) que é um local lindíssimo.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Leitura Detox

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Depois da verdadeira banhada que foi este livro comecei a ler "Mataram a Cotovia" de Harper Lee e fiquei rendida. Ainda vou a meio (o tempo desponível é pouco) mas estou a adorar. A história transporta-me para a minha própria infância, cheia de aventuras com a minha irmã, os meus primos e os meus amigos e muita politiquice pelo meio (pois a minha infância decorreu nos quentes anos 70). Enfim, estou a adorar a história do livro e a recordar a minha própria história. Uma boa leitura, recomendo.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Musica do Trevo #80



Sabe tão bem...

A B. é o meu apoio administrativo há 11 anos. Ela coordena toda a parte administrativa do meu trabalho, controla os custos dos projectos e dos processos exteriores, organiza-me todo o tipo de processos, compõe/finaliza  os meus documentos, sendo sempre uma excelente profissional. Ao longo destes 11 anos temos também  sido o apoio uma da outra na nossa vida pessoal. Ela nunca quis perceber se eu era uma pessoa depressiva, bipolar ou maluca de todo. Ela respeitou a minha privacidade mas ao mesmo tempo deu-me força tanto pessoal como profissionalmente. Eu gosto muito de trabalhar com ela. E por estes dias, quando terminamos um projecto que estou a coordenar (é outro projecto, não é o que me está a deixar maluca), virei-me para ela e disse-lhe que gostava muito de trabalhar com ela. Ao que ela me respondeu que ela também gostava de trabalhar comigo, que  somos uma unidade, que para onde eu fosse (dentro da organização para a qual trabalhamos) ela iria comigo. Soube mesmo bem ter este feedback de uma pessoa que trabalha contigo. <3

E depois a maluca sou eu...

Sabem aquele projecto que eu ando a fazer que não é para fazer? Hoje informaram-me que o Director querer afinal quer o projecto nos mesmos moldes. Pronto, lá vou eu dar o litro... e já ando tão cansada e sem tempo para nada... e blá, blá, blá...

Musica do Trevo #79



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Eu não estou a acreditar...

Estão a ver o projecto que tinha de entregar entre amanhã e sexta-feira? Que levou semanas de trabalho, fins de semana, feriados e noites em claro? Que me fez entrar em hipomania? Estão? Ora, pois bem, as minhas chefias agora não querem aquela solução, querem outra e o trabalho que tive a fazer nos últimos tempos com tanto afinco vai todo para o lixo. :(((

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Musica do Trevo #78


Quando estou mal dos nervos...

... dá-me para ouvir musica. Se tenho insónias ligo a televisão no VH1 ou na MTV: Noutras alturas ponho a minha playlist do Youtube. E vou ouvindo, ouvindo até ficar mais calma. Mas isso é agora, desde que tenho a doença controlada. Antes fazia imensos disparates e nem sei como nunca fui presa com camisa de forças e tudo (mas tive lá perto). Um maníaco descontrolado é um perigo mete-se em enredos complicados como compras estapafúrdias, corridas de automóvel, meter-se com toda a gente, etc, etc. E incrivelmente, apesar de eu ser muito pacata, já fiz estes desvarios todos e mais alguns. Pronto é isto, agora vou ali ouvir musica para o sofá.

Musica do Trevo #77


Estou na m****

No caso dos doentes bipolares tipo 1 (ou maníacos) a doença dá pica e dá espertina. Eu estou maníaca e há duas semanas que não durmo ou durmo mal. Os ajustamentos à medicação não funcionaram. Os SOS também não surtiram efeito. Tenho estado sozinha com os miúdos pois o pai foi a Pampolona fazer parte do caminho de Santiago. O pequeno precisa de apoio para estudar para os testes. A Princesa anda nervosa com os exames e está um furacão. Tenho tido imenso trabalho e tenho que ter este projeto pronto amanhã. Claro que levei trabalho para o fim de semana e não descansei um bocadinho. Estou de rastos. Já avisei o chefe depois do projeto entregue não ponho os pés no trabalho durante dois dias. Vou dormir. Se conseguir...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Constatações

O carro do Senhor do Trevo cheira a limpo o meu a alho francês e sovaquinho do Pimentinha.

Calorias bipolares

Estes últimos dias têm sido duros. Devido à m**** da doença bipolar têm sido a maior parte dos dias que não durmo do que aqueles que durmo. E isto já vai há mais de uma semana. Depois no trabalho, tenho um projecto para acabar, tenho ficado até tarde e tenho trazido trabalho para casa. Aqui o monte da roupa por passar persegue-me. Em suma, ando exausta. E assim, para ter mais energia vingo-me em pão com nutella, gelados crocantes, biscoitos de canela, gomas, cafés e arroz doce. Estas insónias têm de acabar depressa senão fico uma bola.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Chegámos à idade do contra

Pai Trevo - O picadeiro da Quinta da M. é igual ao da Quinta de Santo A.
Pimentinha - Não, não é.
Pai Trevo - Olha que é.
Pimentinha - Não é.
Pai Trevo - É.
Pimentinha - Não é.
Pai Trevo - É
Pimentinha - Não.
Pai Trevo - Oh J. não vês que é.
Pimentinha - Não, quando muito é ligeiramente parecido.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Musica do Trevo #72


Reduzi a dose da olanzapina

Tenho andado cheia de sono e achei que era boa ideia reduzir a dose de olanzapina. Má ideia, levei a noite toda a acordar. Agora tenho que ir para o trabalho e não sei como vai ser. Tenho tanta coisa para fazer, um projecto para acabar que mal começou, outros projectos para coordenar, outros ainda para fazer umas coisas. Ao fim da tarde tenho que levar o Pimpolho à guitarra. As coisas da casa. E tenho um peso na cabeça. A vida de um bipolar por vezes é difícil. É difícil encontrar o equilíbrio certo entre os medicamentos e os nossos estados de espírito. É difícil viver com uma medicação que nos faz ter sono o dia todo e nos faz engordar.

sábado, 7 de maio de 2016

Envelheces exponencialmente...

... quando constatas que o teu filho mais pequenino prefere ver patetices na MTV a desenhos animados no Panda Biggs.

Musica do Trevo #71


Preparando merendas

Amanhã o Pimpolho vai passar o dia num encontro da catequese. Para o almoço partilhado estive a fazer uns folhados de salsicha para ele levar. Por outro lado, a Princesa amanhã vai trabalhar para uma feira e como ela é vegetariana estive a fazer uns legumes salteados para ela comer durante o dia. E é assim a minha noite de sexta-feira. 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Musica do Trevo #68


Um Pimpolho irreverente


A propósito da Profissão de Fé do Pimpolho a minha sogra teve a seguinte conversa com ele:
Avó M. - Agora tens de continuar a ir à missa, seguir o caminho do Senhor e o exemplo dos teus pais.
Pimpolho - Eu sei Vó, por isso é que me sento à direita do pai.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A terra das panelas queimadas

A terra das panelas queimadas fica algures ali para os lados da minha cozinha. É o local onde a minha princesa faz as suas experiências de culinária. Às vezes oferece-nos uns legumes salteados mas ainda crus. Outras vezes deixa cozer o arroz tempo de mais que coze, coze, coze, coze, queima, queima, queima ficando tudo de um modo tão impróprio que o melhor é ir tudo para o lixo incluindo a panela. Hoje tivemos direito a bolonhesa de soja. Estava bom mas o lume da frigideira ficou ligado o tempo todo da refeição. Ela vai-se safando na cozinha mas...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Estou com os cabelos em pé...

... depois de estar duas horas a estudar português com um pimentinha teimoso. Mas porém, com enorme satisfação pois a teimosia dele revela que está a desenvolver o seu próprio método de estudo e que não fica satisfeito com simples explicações de uma mãe que não está por dentro da matéria.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Fim de semana comprido

Opereta da escola do pimpolho. Dias mais longos. Nêsperas. Papoilas do campo. Colares de margaridas. Cravos da Revolução.
 
 
Lagoa. Praia. Sol, sal e areia.
 

Motocross num pequeno monte de areia com trotinetes. Gargalhadas dos primos. Brincadeiras partilhadas. Peixe grelhado. Comida da mamã com receitas da bisa. Ervilhas com ovos. Cozido de milhos e pão caseiro. Mousse de tangerina. Mimos ao pai velhote. Ameixeiras carregadas de fruto pequenino. Campo, muito campo de todas as cores e de todos os cheiros. Torneio de basquete entre as sobrinhas. Cruzar o Alentejo na Primavera. Festa de aniversário do melhor amigo da pré do pimpolho. 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A fase porca dos miúdos

Esta mãe - J. P. vai já tomar banho! Olha já é a terceira vez que te mando para a banheira.
Pimpolho - Oh mãe mas eu não preciso de tomar banho.
Esta mãe - Ai é?
Pimpolho - Então eu uso o Axe nos sovacos e o desodorizante para os pés.
Esta mãe - Mas então e o rabo?
Pimpolho - Ora no rabo eu uso toalhitas.
Esta mãe - Agh!

terça-feira, 19 de abril de 2016

A m**** da insónia

A olanzapina dá-me muito sono de maanhã. Tanto que para me levantar de manhã é um filme. Reduzi a dose da olanzapina para 5mg. Correu mal. São quatro e tal da manhã e não consigo dormir. Daqui a umas horas tenho de ir trabalhar arduamente. Tenho que arranjar forças para ultrapassar isto.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

12 anos de Pimentinha

Hoje faz uma dúzia de anos que nasceu o Pimentinha. Tenho muito a dizer como foi conceber e levar avante uma gravidez sendo doente mental. Também tenho muito a contar sobre como têm sido estes 12 anos com este ser maravilhoso que nasceu entre nós, cresceu e hoje é um ser humano extraordinário. Mas hoje não posso. Tenho que preparar um jantar de família, comprar a prenda e tratar da festa com os amiguinhos. Por hoje é isto...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

E se fosse eu?

Muito se tem falado sobre a iniciativa promovida pela Plataforma de Apoio aos Refugiados em colaboração com a Direcção-Geral da Educação, o Alto Comissariado para as Migrações e o Conselho Nacional de Juventude, e que tem como objectivo a sensibilização para o acolhimento de refugiados através de se colocarem na pele de um refugiado e arrumem a sua mochila como se estivessem a fugir da guerra, a sair da sua casa e deixar o seu país. Esta acção colocou miúdos por todos o país a pensar nessa situação e uma artista plástica do nosso país sob a mira das mais variadas críticas mas isso é já outra praia.
E eu resolvi este exercício e passo aqui a expor.
Se fosse refugiada e tivesse que levar toda a minha existência numa mochila eu levaria uma muda de roupa, água, fotos dos meus dias felizes, telemóvel, lítio, ácido valpróico, olanzapina, paroxetina e mais dois tipos de SOS. Mas se eu fosse refugiada de um país em guerra não haveria nas farmácias estes medicamentos para trazer nem para os tomar com uma periodicidade diária. E se eu estivesse num país em guerra, sob stress traumático e sem medicamentos eu estaria doente, maníaca, com visões, ouvindo coisas, cheirando outras. Se eu estivesse doente, num país em guerra e sem medicamentos estaria neste momento num hospício a definhar lentamente pois a mania em mim leva-me a uma brutal perda de peso que pode conduzir à morte. Mas se eu estivesse doente num país como a Síria eu não estaria internada pois as instituições não estão a funcionar desde 2011, andaria a vaguear entre Damasco e  Baradun e muito dificilmente estaria viva pois se não tivesse morrido de exaustão o mais certo era ter cometido suicídio.
Assim, no meu caso, se estivesse num país em guerra, a mochila não me serviria de coisa nenhuma.
E quem diz eu, diz também os cardíacos, os diabéticos, os hemofílicos e todos os portadores de doenças crónicas. Ao longo destes cinco anos, quantos e quantas pessoas terão morrido na Síria não por bombardeamentos mas por falta de assistência médica e privação de medicamentos essenciais? Não sei, mas acho que valia a pena pensar nisto.

domingo, 10 de abril de 2016

A ritalina e Deus

Quando o Pimentinha tinha 6 anos de idade foi lhe diagnosticada Hiperactivdade e Défice de Atenção. Ele não lia, tinha dificuldade em juntar letras e dificuldade em fazer contas. Isso não nos assustou de início pois a Princesa também sofria de Défice de Atenção e sempre tinha tirado bons resultados na escola. Porém, com o Pimentinha o caso foi muito diferente e não havia maneira de ele atinar com a escola. Assim, primeiro começou por  fazer terapia com uma psicóloga  mas não resultou. Ele não tinha empatia com a técnica e por isso mudámos de psicóloga e com a Dra. C. foi tudo diferente, ele começou a ler, a escrever e a fazer contas. Mas continua a haver um senão, ele não acompanhava o ritmo da escola e estava a perder o comboio a olhos vistos. Fomos a outra pediatra do desenvolvimento e ela achou que o melhor para o nosso J. era ele passar a tomar metilfenidato. E os resultados foram incríveis, ele melhorou imenso nas notas, passou a ter interesse em matérias que antes não ligava nenhuma e o ano passado até esteve no quadro de honra. Hoje toma 30 mg de Ritalina de manhã aos dias da semana e chega. A Dra. L. (pediatra do desenvolvimento) também prescreveu Rubifene à tarde durante a semana e ao fim de semana na véspera de testes. Mas quanto ao Rubifene, e nessas situações, achámos melhor não lhe dar porque à tarde, no centro de estudos, ou ao fim de semana é sempre um estudo que está na relação de um para um (ele e um adulto), em que ele tem menos distracções e sempre consegue trabalhar e treinar sem o apoio da bengala química.
Mas há uma coisa que ele tem dificuldade em fazer ao fim de semana sem este tipo de apoio. E isso é: ir à missa. Para já só vai de arrasto. Depois entra na igreja cumprimenta as pessoas que conhece mas reclama por o Sol lhe bater nos olhos vindo de poente. No decorrer da missa vai fazendo as mais variadas perguntas, abraça-me, aperta-me os braços, faz mais perguntas, em suma está irrequieto o tempo todo. Levo o tempo todo a dizer chiu. Ir à missa com ele é muito cansativo, é um exercício de resistência.
Podia ir à missa e não levá-lo, é verdade. Mas para além da fé e dos valores cristãos,  ir à missa é uma prova de concentração, como as aulas e de futuro seminários, congressos, conferências. Daqui a seis anos, se tudo correr bem, o J. vai entrar no ensino superior e aí vai ter muitas "missas" de variadas matérias para assistir e onde terá que estar mesmo concentrado. Daqui a seis nos, o Pimentinha, em princípio já não estará medicado, e terá que se valer por si próprio. Daí que ir a uma missa, mesmo que não se saiba sobre a o que foi falado, e sem medicação, é um bom treino.

domingo, 3 de abril de 2016

Fim de semana sem o puto

O nosso pimentinha é muito absorvente. Ao fim de semana há sempre trabalhos de casa para concluir. Se não é isso, é porque tem que subir, de canoa, o rio Trancão entre o Tejo e o Loures Shopping. Ou tem de ir desde Sacavém até ao Terreio do Paço de bicicleta. Ou traz os amigos para casa para lanchar. Ou há uma festa de anos. Etc, etc.. De maneira que quando ele está com os avós a queimar os últimos cartuchos das férias, nós (eu e o pai) também estamos de férias. Assim, e como a princesa é bem crescidinha e independente, tivemos um fim de semana só para nós que foi aproveitado da melhor maneira.



Deste modo começamos por jantar, na sexta-feira, no Hansi que é um restaurante austríaco situado no Cais do Sodré. Tem umas salsichas e umas batatas de outro mundo e, tem a particularidade de me fazer reviver os bons momentos que passei em Viena. Depois fomos a um dos irlandeses do Cais tomar um Jameson. E também para o Sr. do Trevo foi um reviver de coisas boas porque ele estudou na República da Irlanda e tem muito saudosismo desse país.

 

No sábado começamos a tarde por ver a exposição Esconjurações de José de Guimarães na Fundação Millennium BCP. Tivemos imensa sorte, colámo-nos a uma visita guiada (ficámos a saber imensas coisas) e no fim ofereceram-nos um livros sobre o artista plástico. De resto adorámos a exposição, de facto J.G. é um dos nossos artistas da pop art mais marcantes e tivemos dificuldade em encontrar uma obra favorita. Adoro os temas, as cores, as luzes, enfim tudo. Nota curiosa, J.G. é também engenheiro militar, no ramo das telecomunicações, e é a prova que os engenheiros também têm sensibilidade para a arte e podem ser profícuos nessa área. Atenção que esta exposição é muito boa e só vai estar patente até 20 de Abril.


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Depois da exposição ficámos cheios de fome e fomos lanchar à Ferrari. Foi a primeira vez que lá fomos e gostámos imenso dos bolos (tem bolos de quase todas as regiões do país) e do atendimento. É um local a voltar aquando dos nossos passeios pela Baixa.



Por fim, na noite de Sábado fomos ao Jamaica no Cais do Sodré. Nós somos fans daquilo, adoramos a musica (anos 80), o ambiente, tudo. Pena é que aquilo, o Tóquio e o Europa  vão fechar para dar lugar a mais um hotel. Por isso temos que ir lá assíduamente antes da estocada final. Pronto, foi bom, gostámos, dançámos imenso e viemos, mais uma vez, felizes para casa.

Hoje ainda pensámos em ir ver uma peça de teatro mas as compras do supermercado, a roupa para passar e a organização da casa falaram mais alto. Fica para o próximo fim de semana.

E é isto, adoramos o puto, mas uns dias sem ele fazem-nos muito bem.
 

Hora de Hipnos Bipolar

São 3 da manhã. Acabei de tomar a olanzapina. 10 miligramas. Vou-me deitar. Espero não acordar. Não ter de vaguear entre a sala e a cozinha enquanto os outros dormem. Espero não ter de olhar o Norte e as luzes da cidade por entre as janelas. Espero que o nascer do Sol não me apanhe ainda acordada.

quinta-feira, 31 de março de 2016

A rapariga no comboio


Pertenço a um clube de leitura que se chama "Mães com filhos com montes actividades extra-escola no final da tarde". Estas mães apanham secas enquanto os miúdos têm aulas de hip-hop, guitarra, catequese, ginástica e outras coisas. Assim, nesses períodos de tempo essas mães aproveitam para pôr a leitura em dia. Eu sou a sócia número um e a R., a dona do café onde costumo almoçar, é a sócia número 2. 
O último livro que li foi a "A rapariga no comboio". Tinha as expectativas elevadas mas o livro decepcionou-me bastante. Diziam que o livro é viciante, eu achei aborrecido, a meio descobri logo quem era o assassino e considero a história uma pastelada de todo o tamanho.
A R. amanhã vai começar a ler, eu já a avisei e normalmente ela tem a mesma opinião que eu sobre os livros.  Vamos ver...
Entretanto já comecei uma leitura detox. Depois dou novidades.

Férias da Páscoa e hipomaniazinha de novo

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Esta Páscoa as férias foram passadas na Serra da Estrela e com muita neve. Estivemos uma semana na serra, cinco dias passados na estância de ski. Os miúdos e o pai fizeram ski e snowboard e, eu como estou mais gordita fiquei pela a esplanada a ler um livro e a fornecer alimentos aos meus desportistas quando eles se encontravam famintos. Foi bom, muito bom. Estivemos super organizados, eu preparava a merenda de véspera, de manhã era só tomar o pequeno almoço e às nove e meia já estávamos na estância prontos para a abertura das pistas. À tarde saíamos meia hora antes da estância fechar, para evitar a confusão, chegávamos à Covilhã e tomávamos um banho, depois deixávamos os miúdos no cinema e íamos comprar mais comida para aquela gente comilona. Uma família eficiente, portanto. Até certo ponto.
Levámos a semana a planear como seria o nosso domingo de Páscoa. Planeamos ir primeiro à missa e de seguida almoçar no Alambique de Ouro. Só que andávamos tão envolvidos com a neve que não nos apercebemos que ia haver mudança da hora e, assim não houve missa para ninguém. Foi chato mas o que conta é a intenção. Quanto ao Alambique, foi um repasto maravilhoso, como sempre, ficámos todos satisfeitos e recomendamos vivamente.
Voltámos para casa satisfeitos, felizes pelas nossas conquistas (eles nos desportos e eu na organização), com a energia renovada e a cabeça leve.
Porém, as malditas das insónias voltaram a assombrar-me e desde o início das férias que tenho vindo a dormir mal. Já ajustei a medicação (aquilo que tenho autorização da médica) mas não surtiu efeito. Hoje vou ajustar de novo. Vamos ver se é desta.