Espinosa, considerado um prodígio, começa a duvidar da veracidade da Bíblia e embarca numa busca intelectual para descobrir quem realmente escreveu os textos sagrados e qual é a verdadeira natureza de Deus e do Universo.
Segundo a teoria, de Espinosa “Quando afirmo que Deus emite leis […] estou na verdade a afirmar que a natureza emite leis. Ou seja, quando falo de Deus, falo da natureza. Não diferencio Deus e a natureza. Se o mundo é regido por leis naturais e tudo o que ele contém é natural, então Deus é natural”.
“A salvação não está em Moisés nem em Cristo, está nas leis da razão que nos conduzem ao conhecimento. A salvação é o conhecimento da verdade. Só é verdadeiramente livre aquele que sabe a verdade”.
Esta busca, no entanto, é perigosa e proibida, levando-o a ser perseguido por rabinos judeus e pregadores cristãos, que o acusam de heresia.
O livro explora temas profundos sobre fé, razão e a natureza da verdade, enquanto acompanha a vida e os desafios enfrentados por Espinosa, um dos maiores filósofos portugueses e do Renascimento.
Custou-me muito ler este livro porque na altura estava a passar por uma depressão que me condicionava os pensamentos e energia de fazer as coisas. No entanto, como mulher da ciência este livro só veio reforçar a minha forma de pensar o mundo. Deus existe, está na natureza, as leis da natureza são as leis de Deus. Penso também que Deus está dentro de nós e somos nós que temos capacidade de mudar o curso dos acontecimentos através da nossa força de vontade, perseverança e resiliência. Eu acredito nisto, acredito em mim e não me tenho dado nada mal ao enfrentar pelos cornos esta maldita doença.




