segunda-feira, 15 de agosto de 2022
Nenhum Olhar
Este livro estava no sítio dos livros por ler há muito tempo. Comprei-o na vertigem louca que me faz adquirir os livros sobre os quais leio boas críticas. Comecei a lê-lo na viagem que fiz ao centro da Europa para visitar a minha cria mais velha. E levei muito tempo para o acabar. Primeiro porque a minha vida é uma correria: a minha cruz, projetos e mais projetos, cozinhar para uma família completa, tratar de uma casa grande, conviver muito com os amigos que acabo por chegar à noite completamente exausta e sem capacidade de me concentrar sobre as linhas de um livro. Depois porque as palavras deste livro são simplesmente lindas. Precisam de ser lidas com atenção, com cuidado, saboreadas. É uma história triste, muito, muito triste passado num Alentejo profundo que já não existe. Passado num meio rural que cheguei a conhecer e por isso me faz compreender cada palavra, cada sensação, o cheiro do restolho e do Sol a pique. Todas as palavras foram sabiamente colocadas em cada frase. E cada frase e todas as frases tornam este livro extremamente belo. Belo e triste. O livro termina em Agosto e foi em Agosto que finalizei a sua leitura. É uma história triste, já disse, mas foi o livro mais belo que li até hoje. José Luís Peixoto conquistou-me e tornou-se no meu escritor favorito.
domingo, 1 de maio de 2022
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Relato de um dia quase normal
São onze e um quarto da noite. Tenho o banho tomado e já lavei os dentes.
Pus uma máquina de roupa a lavar.
Limpei duas casas de banho e varri o meu quarto, o corredor e o hall de entrada.
Jantei nestum com mel mas o jantar foi tortilha de restos feita pelo meu marido.
Ganhei uma Bandida do Pomar num jogo de padel da minha aula de Quarta Feira.
Fui fazer a manicure. Agora tenho as unhas na cor vermelho primavera (eu é que batizei assim).
Durante a tarde trabalhei num procedimento que espero que saia amanhã.
A manhã foi para esquecer.
A madrugada foi praticamente em claro.
Agora vou pôr creme na cara e ler durante 10 minutos do livro sobre os russos.
Amanhã coloco as fotografias do relato.
E é isto.
terça-feira, 15 de março de 2022
24 de Fevereiro de 2022 - A madrugada mais negra das minhas insónias
Há cerca de 20 dias atrás acordei, como habitualmente, a meio da noite completamente desperta. Como de costume, aqueci uma caneca de leite, peguei nuns biscoitos e fui para o sofá ver as primeiras notícias do dia que agora começava. Porém, quando pensava encontrar as notícias do costume deparei-me com um acontecimento terrível: a Leste da Europa tinha despertado um demónio hediondo. Sobre a Ucrânia caiam bombas e sobre a Humanidade acabava de cair um manto negro.
A visão das atrozes consequências deste facto dramático deixou-me descompensada. A dor, as vidas baralhadas, o cinzento dos dias e a destruição fizeram-me adoecer.
No entanto, depois de andar meio aparvalhada durante uns dias, comecei-me a aperceber que para além das vítimas desta guerra, os refugiados e as pessoas que se encontram nas cidades ucranianas citiadas, muitos ucranianos com alguma patologia mental sofreram surtos psicóticos sendo que alguns foram internados em hospitais que acabaram por ser atacados pelas forças russas. Neste momento, por força da situação de guerra em que a Ucrânia se encontra, estes doentes, psicóticos, depressivos, descompensados, etc. não tem acesso aos medicamentos e aos cuidados que precisam. Assim, o meu coração neste momento, além de estar com todos refugiados, ucranianos cercados e aqueles que lutam pelo seu país, está também com estes doentes especiais que sem o tratamento adequado não só ficam no país destruído e sem perpectivas como também ficam num limbo mental.
Glória à Ucrania!
Não à Guerra!
Viva a Democracia!
domingo, 19 de dezembro de 2021
Meia mulher
Estamos a seis dia do Natal e tenho a minha Árvore de Natal e as limpezas da casa por fazer.
Hoje é Domingo e como sempre, desde sempre, só acordei à uma tarde.
É assim desde que iniciei a medicação para a doença bipolar. Durmo, durmo e só durmo.
Não consigo dar conta das tarefas domésticas e só dedico-me à cozinha de conforto e aos bolos.
Porém isto nem sempre foi assim. Foi bastante pior.
Quando andava mais medicada e antes quando andava super acelarada a comida desta casa era hambuguers, lasanhas pré feitas, salsichas e atum com arroz. Como andei doente durante bastante tempo e a recuperação foi lenta os meus filhos foram criados com este tipo de comida.
Atualmente consegui transformar-me em boa cozinheira mas ainda faltam as tarefas de limpezas e organização da casa-
Preciso também de chegar ao trabalho a horas pois isso iria transformar-me de boa funcionária para uma excelente funcionária.
Necessito tanto desta modificação na minha vida...
Até lá considero-me apenas meia mulher
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
A cozinha industrial de uma mãe bipolar
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
O dia em que me reinventei
Neste dia decedi ser aquilo que sempre quis e não aquilo que os outros me impõem e me tornam infeliz. Quero ser uma pessoa com aspirações, gostos vincados e amor próprio. Deixo aqui uma imagem mirando um oceano cheio de oportunidades acompanhada da música de alguém que neste dia, há uns anos, pôs termo à vida por a sua alma perturbada não ter encontradado estabilidade. Esta estabilidade que eu encontrei, que me fez renascer aos poucos e poucos e que hoje me fez reinventar. Esperam-me dias solares, cheios de música, com muitos livros, muita paz e muito amor. Dias que cheiram ao cheiro das frutas, do mar, dar erva molhada... da lua no ceú de Novembro e de tantas outras coisas... Agora vou ali sonhar...
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