sábado, 22 de fevereiro de 2025

Descompensando

Esta semana descompensei. Passei noites em claro e andava acelerada. Acertei a medicação. Tirei a Fluoxetina (Prozac) e passei a tomar 20 mg de Olamzapaina. Já me sinto melhor mas tenho a sensação que rápidamente vou cair na depressão. Apesar de não ter andado boa dos miolos fui trabalhar todos os dias que correpondem aos dias de trabalho no escritório no escritório. Para contextualizar: eu às segundas e terças estou em teletrabalho e nos restantes dias da semana trabalho no escritório ou tenho tenho trabalhos de campo. Mas isto não é uma regra obrigatória. Por exemplo na próxima segunda vou ao escritório pois tenho duas reuniões presenciais e tenho de passar um projeto para os meus colegas da obra.

Enviei um mail ao meu psiquitra particular sobre a minha descompensação ao qual ele não respondeu. Ele nunca responde aos meus emails e deixa-me na mão. Quando vou à consulta é muito atencioso e tem acertado com a medicação que faz o melhor efeito em mim mas depois tem isto: não me responde aos emais e eu fico desamparada. Acho que vou optar pela minha médica do serviço nacional de saúde porque ela tem me atendido quase sempre quando estou em apuros apesar de não ter a mesma empatia que tenho com o meu médico particular.

No dia dos namorados fui jantar fora com o meu marido e depois fomos ver o filme sobre o Bob Dylan, "Um completo desconhecido". Ambos achamos que o Timothée Chalamet representava muito bem o músico e é bem merecida a sua nomeção para os Óscares. E foi muito giro ver o Timothée a tocar guitarra pois fazia-nos lembarar o nosso filho que tem uma beleza do género do ator e adora tocar guitarra. :)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

"Ainda Estou Aqui"

Fui ver este filme há algumas semanas mas ainda não tinha oportudidade de fazer uma review, mas estando este filme a ser tão premiado e dizer-me tanto não queria de a deixar de fazer.

"Ainda Estou Aqui" é um filme brasileiro de drama biográfico, dirigido por Walter Salles. A trama é uma adaptação do livro homónimo de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 2015.

O filme conta a história de Rubens Paiva, um deputado federal que desapareceu durante a ditadura militar nos anos 70. A narrativa é centrada na luta de sua esposa, Eunice, que busca incansavelmente pelo paradeiro do marido. A obra destaca a dor e a resistência da família diante da repressão e do esquecimento, humanizando as vítimas do regime militar.

Tem um elenco de peso, a incrível Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro.

Esta história tocou-me bastante porque nós cá em Portugal também tivemos uma ditadura e o meu pai foi um lutador antifascista, ou seja, esta siuação poderia ter ocorrido com a nossa família. Felizmente não ocorreu mas eu senti um verdadeiro murro no estomago por a história ser real e ter retrado tão bem as sevicias que as vitimas da ditadura brasileira sofriam às mãos dos seus carrascos. Também me tocou bastante as mudanças que esta família teve de enfrentrar após o desaparecimento do pai.

O filme e a Fernanda Torres são merecedores de todos os premios que têm recebido. Boa sorte para os Óscares!

"Vemo-nos em Agosto"

"Vemo-nos em Agosto" é um romance póstumo de Gabriel García Márquez, que me foi oferecido pela minha filha no Natal de 2024. Como é um livro pequenino li-o em dois dias.

A história gira em torno de Ana Magdalena Bach, uma mulher que, todos os anos, no dia 16 de agosto, viaja de ferry para uma ilha onde sua mãe está enterrada, para visitar o túmulo dela e aí depositar um ramo de gladíolos.

Durante essas viagens, Ana, uma mulher de 46 anos, que é casada e feliz há 27 anos, permite-se viver uma vida diferente por uma noite, encontrando novos amantes e explorando seus desejos e medos.

A narrativa é marcada pelo estilo inconfundível de García Márquez, misturando o realismo mágico com a vida cotidiana.

A obra explora temas como a dualidade entre a vida doméstica e a busca por liberdade e paixão.

Curiosamente, Ana Magdalena, que pouco tinha faltado para terminar o curso de Artes e Letras, nestes dias de Agosto vai sempre acompanhada pela leitura de um livro. Alguns livros que são referenciados já os li, outros gostava de os ler. Assim, como faz alusão a literatura este livro remete-nos para a música, como uma banda sonora que acompanha a história.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O segredo de Espinosa de José Rodrigues dos Santos

"O Segredo de Espinosa" de José Rodrigues dos Santos é um romance histórico que se passa em Amesterdão, em 1640. A história gira em torno de Bento de Espinosa, um jovem judeu, sefardita, que é excomungado da Sinagoga Portuguesa por questionar as Sagradas Escrituras.

Espinosa, considerado um prodígio, começa a duvidar da veracidade da Bíblia e embarca numa busca intelectual para descobrir quem realmente escreveu os textos sagrados e qual é a verdadeira natureza de Deus e do Universo.

Segundo a teoria, de Espinosa “Quando afirmo que Deus emite leis […] estou na verdade a afirmar que a natureza emite leis. Ou seja, quando falo de Deus, falo da natureza. Não diferencio Deus e a natureza. Se o mundo é regido por leis naturais e tudo o que ele contém é natural, então Deus é natural”.

“A salvação não está em Moisés nem em Cristo, está nas leis da razão que nos conduzem ao conhecimento. A salvação é o conhecimento da verdade. Só é verdadeiramente livre aquele que sabe a verdade”.

Esta busca, no entanto, é perigosa e proibida, levando-o a ser perseguido por rabinos judeus e pregadores cristãos, que o acusam de heresia.

O livro explora temas profundos sobre fé, razão e a natureza da verdade, enquanto acompanha a vida e os desafios enfrentados por Espinosa, um dos maiores filósofos portugueses e do Renascimento.

Custou-me muito ler este livro porque na altura estava a passar por uma depressão que me condicionava os pensamentos e energia de fazer as coisas. No entanto, como mulher da ciência este livro só veio reforçar a minha forma de pensar o mundo. Deus existe, está na natureza, as leis da natureza são as leis de Deus. Penso também que Deus está dentro de nós e somos nós que temos capacidade de mudar o curso dos acontecimentos através da nossa força de vontade, perseverança e resiliência. Eu acredito nisto, acredito em mim e não me tenho dado nada mal ao enfrentar pelos cornos esta maldita doença.

Paraíso de Abdulrazak Gurnah

Li este livro no Verão e ando para fazer a review do mesmo há imenso tempo, mas a falta de tempo não me tem deixado. Mas não queria deixar passar porque adorei lê-lo. "Paraíso" é um romance de Abdulrazak Gurnah, vencedor do Prémio Nobel de Literatura de 2021. O livro é uma fusão de romance de formação, ficção histórica e literatura de viagens.

A história centra-se em Yusuf, durante a sua infância e juventude ao mesmo tempo que vai dando a conhecer o modo de vida desta zona oriental do continente africano, atual Tanzânia. Yusuf é filho de um comerciante falido e pobre que aos doze anos que é vendido pelo seu pai a um rico comerciante chamado Aziz para saldar uma dívida. Yusuf, inicialmente entusiasmado com a ideia de viver com o "tio" Aziz, logo descobre que foi entregue como penhor das dívidas do pai. A narrativa segue Yusuf enquanto ele se adapta à sua nova vida numa cidade do litoral e onde trava amizade com Khalil, outro escravo que trabalha para Aziz.

Na casa de Aziz existe um jardim murado que desempenha um papel significativo na vida de Yusuf. Descrito como um "paraíso verde" banhado por quatro riachos, o jardim é um lugar de beleza e mistério. Yusuf tem sentimentos complexos em relação ao jardim. Inicialmente, ele vê o jardim como um lugar de beleza e tranquilidade, um refúgio onde pode escapar das dificuldades de sua vida. O jardim oferece a ele um espaço para contemplação e introspeção, permitindo-lhe sonhar e refletir sobre seu futuro. No entanto, à medida que a história avança, o jardim também se torna um símbolo das limitações e das complexidades de sua situação. Ele percebe que, apesar da beleza do jardim, ele ainda está preso a um sistema de servidão e obrigações. O jardim, portanto, representa tanto a esperança quanto a realidade dura de sua vida, ou seja, simboliza tanto a beleza quanto a complexidade das relações humanas e das tradições culturais da época. É também um local onde amores secretos e desejos se desenrolam, com espelhos pendurados.

Neste jardim Yusuf conhece Amina que é uma jovem mulher e segunda esposa do velho Aziz. Amina, assim como Yusuf, foi dada a Aziz como parte de um acordo de dívida. Ela é uma figura de grande importância emocional para Yusuf, despertando nele sentimentos de amor e desejo. Apesar de seus sentimentos por Amina, a relação deles é marcada por obstáculos e limitações, o que complica ainda mais a possibilidade de um relacionamento livre e aberto entre ela e Yusuf. Esta situação reflete as complexas dinâmicas sociais e culturais da época exploradas neste livro.

Como um comerciante rico e influente, Aziz costuma organizar expedições comerciais para explorar e negociar no interior da África Oriental. Numa dessas expedições, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, Yusuf acompanha Aziz o que se revela uma experiência transformadora e perigosa. Nesta viagem Yusuf descobre as diferentes paisagens do interior africano, umas vezes árida, outras montanhosa e verde, povoada de animais ferozes e tribos hostis. Também nesta excursão toma contacto com colonos africanos, muçulmanos e comerciantes indianos, observando as interações culturais, conflitos, tensões e dinâmicas que surgem ao longo do caminho. Essas viagens não são apenas uma oportunidade de comércio, mas também uma jornada de descoberta pessoal para Yusuf, que começa a compreender melhor o mundo ao seu redor e sua própria posição dentro dele.

O livro oferece uma visão rica e detalhada da África Oriental pré-colonial, explorando temas como a escravidão, a colonização e as complexas relações sociais e culturais da época. Através dos olhos de Yusuf, somos levados a uma jornada de descoberta e crescimento pessoal, enquanto ele navega por um mundo cheio de beleza e crueldade. Adorei esta história.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Menopausa

"A menopausa é um tema muitas vezes cercado de estigma e desinformação. A peça, descrita como uma comédia leve e emocionante, pretende abordar este momento transformador da vida feminina. Claudia Raia, que divide o palco com o marido, Jarbas Homem de Mello, partilha experiências pessoais e histórias de outras mulheres, destacando que a menopausa é “um início poderoso, vibrante e cheio de coragem.”

Fui ver esta peça de tetro no passado dia 7 de Feveiro com uma grupeta de seis mulheres amigas e maduras. O tema é muito interessante porque aborta uma condição que afeta todas as mulheres depois dos cinquenta anos, é uma fase muito pouco estudada pela medicina e é muitas vezes um assunto tabu. Atualmente ninguém te prepara para a menopausa e nem os próprios médicos têm conhecimentos suficientes para acompanhar as mulheres nesta fase da vida. Em Portugal só em 2017 é que esta área da medicina começou a ser dada nos cursos de medicina. A minha própria médica ficou espantada quando eu lhe pedi para fazer terapia hormonal de substituição.

A peça é bastante boa. A Cláudia Raia e o marido estavam super bem. A sala do Tivoli estava cheia estando os ingressos esgotadíssimos. Espero que o sucesso desta peça traga para a ribalta um tema tão escondido pela maioria das pessoas e que ao falnado sobre esse assunto com transparência prepare as mulheres para esta nova fase das nossas vidas, que pela a esperança de vida atual, é um período longo, quase metade da nossa vida-

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Novo avatar

Desde 2011, o ano em que criei este blogue, muita coisa mudou em mim e tornou-se necessário mudar o meu avatar. Os meus cabelos ruivos tornaram-se brancos. Deixei de ser parecida com a Ariel e além de um colar com um trevo também uso uma colar com uma estrela do mar porque este animalzinho tem um significado muito especial. Como a estrela do mar tem a capacidade de regenerar quando perde uma das perninhas, eu tenho a capacidade a capacidade de me reabilitar após cada crise maníaca ou depressiva. A minha singularidade em enfrentar esta doença é a minha resiliência. Posso ir muito ao fundo mas sou capaz de dar sempre a volta por cima. Completei a minha descrição na página principal e acrecentei mais blogues na minha lista de leitura. Espero que gostem.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

A breve vida das flores, de Valérie Perrin

Como eu já sabia que este livro era muito bom, a meu pedido, o mesmo foi-me oferecido pelo Natal pelo meu marido. Mas depois de acabar de o ler constatei que este livro é além de muito bom é excecional, possui uma escrita poética, prende e é completamente maravilhoso.

A história desenrola-se à volta de Violette Toussaint que é guarda de cemitério de uma vila da Borgonha. A acompanhá-la encontramos três coveiros, três agentes funerários e um padre. A vida dela é preenchida por tratar do cemitério, da pequena horta/jardim e pelas confidências, comoventes, trágicas, cómicas dos visitantes. Até que um dia aparece no cemitério um chefe da polícia, Julien Seul, que pretende deixar as cinzas da mãe sobre a campa de um desconhecido.

E é desta forma que entramos dentro de uma matrioska de histórias entre o passado e o presente. As aventuras da mãe de Julien Seul, a antiga vida de Violette como guarda de uma passagem de nível, o início da vida de Violette, a vida de Violette com o seu fugidio marido, a filha de Violette.

Este livro é por vezes muito dramático, tem muita tristeza, traições, paixões, segredos, mas também é cómico, irónico e sarcástico. O nome da personagem principal é só por si irónico, Violeta (nome de flor) Todos-os-Santos.

Toda a história, e histórias, são emocionantes. Vamos acompanhando a vida de Violette, o diário de Irène (mãe de Julien Seul) e mais no final o marido de Violette, Philippe Toussaint.

É um livro que nos fala da morte, mas principalmente da vida, de honrar a vida. Fala-nos também da solidão, do amor, da amizade, flores, jardins, gatos, cães, muito sol, Verão e mar.

Violette é uma personagem fascinante. Possui dois guarda-fatos. Um chamado de “Inverno” e outro de “Verão”. No guarda fatos de “Inverno” só possui roupa clássica e sombria destinada aos outros, no de “Verão” só contem roupa clara e colorida destinada a ela. Possui também um caderno onde anota dados sobre todos os funerais que vão ocorrendo no seu cemitério. É uma pessoa generosa, sensível, trabalhadora e inteligente.

A casa dela, onde recebe os colegas e visitantes do cemitério cheira bem, é aconchegante. Enfim, é uma personagem linda que com tudo o que lhe foi acontecendo tinha tudo para correr mal, mas que com a sua perseverança, resiliência conseguiu curar a dor e a tristeza.

A personagem de Violette está bem construída assim como todas as outras das quais se destaca Sasha, o antigo guarda do cemitério que na história teve a capacidade de recuperar Violette dos infortúnios que lhe aconteceram.

“A breve vida das flores” é um livro extraordinário, que tem a capacidade de nos tocar no coração. É uma leitura que marcante, que nos completa e nos fica na memória.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Escritos dentro de um livro

Há alguns dias atrás encontrei, num livro que andava cá por casa há muito tempo um papel com escritos delirantes do tempo da minha primeira crise psicótica que faz por esta altura 28 anos.

É verdade, há 28 anos atrás, por esta altura do ano, encontrava-me internada no Miguel Bombarda, antigo hospital de Rilhafoles. O Hospital dos Alienados. E era como me encontrava completamente alienada, mas simultaneamente com muito discernimento. Assim, se na primeira parte os meus escritos deixam um pedido parvo que não fazia sentido na fase onde eu me encontrava, na segunda parte escrevo com muita clareza. Ora fica aqui o registo:

“Pôr um sorriso no rosto, a esperança no olhar e muita força na alma. E então a vida é energia e cada momento é tão importante porque é feito de cada minuto. E em cada minuto é feito algo de muito importante. É assim que crescemos e que prolongamos a nossa existência. Há que saber descansar e trabalhar e ter uma atividade equilibrada. Para isso é preciso saber ser equilibrado…”

Para contextualizar, eu entrei em crise psicótica no final de Outubro de 1996 mas só fui internada no final de Janeiro de 1997. Durante esse hiato de tempo andei a penar. Saltei de psiquiatra em psiquiatra. Penso que durante esse período não cheguei a dormir nada pois passava as noites em claro. Escrevia e fazia renda durante a noite, mas não conseguia dormir. Simultaneamente tinha de cuidar da minha filha recém-nascida. De facto fiquei em crise maníaca após o nascimento da minha filha. Foi uma fase muito complicada. E o pior de tudo é que não foi nessa altura que me diagnosticaram a doença bipolar. Esse diagnóstico só ocorreu em 2010. Também nesta altura do ano, há 15 anos atrás, estava internada, mas desta vez no Júlio de Matos. Entre o tratamento de 1997 e 2010 continuei a viver de um modo desequilibrado e isso refletiu-se no relacionamento com a minha filha. Tentei ser a melhor mãe possível dadas as circunstâncias, mas fiquei muito aquém daquilo que a minha filha precisava. Ela levou com todos os meus delírios. Em 2004 nasceu o meu filho. A relação com ele foi mais fácil. Ele não se lembra da minha crise maníaca de 2010. Consegui ser uma melhor mãe para ele, consegui que ele não levasse tanto com os meus delírios. No entanto, a minha relação com filha ainda hoje é tensa. É assim, tem de se pôr um sorriso no rosto e viver a vida. Nem tudo corre como planeamos. É da vida…

Ponto de situação

Desde o último post que aqui publiquei muitas coisas se passaram. Retirei o lítio por indicação médica e substituí por aripiprazol. Mas reagi muito mal a este novo medicamento pois dava-me muito mal estar o que implicou que passa-se metade do ano numa desgraça franciscana. Entretanto acabei por entrar numa grande depressão. Entre Outubro e Dezembro do ano passado passei muito mal mesmo. Não conseguia conduzir, ir ao supermercado fazer as compras da semana. Estava sempre amedrontada. Acabei por ter de ficar de baixa. Mas não desisti procurei ajuda na minha médica no Júlio de Matos mas ela não estava disponível. Deste modo, procurei ajuda no Dr. J.R. que é um médico psiquitra particular e ele indicou-me deixar o aripiprazol e passar a tomar cariprazina 1,5 mg, fluoxetina 20 mg, valproato de sódio 500mg + 500mg e olanzapina 15 mg.

Agora encontro-me mais estável e capaz de fazer as coisas do dia-a-dia, estou mais equilibrada e sinto-me bem. Não sofro dos terríveis efeitos secundários do lítio e do aripiprazol. Felizmente a medicação fez efeito e passei uma boa quadra natalícia e passagem do ano.

O conselho que dou é que quando sintam que não estão bem procurem ajuda e se não resultar insistem de novo. Mais que os médicos vocês é que sabem como estão, mas só os médicos é que sabem como vos ajudar. Por isso procurem ajuda especializada.