Sinto-me exausta. Nem sei o que escrever porque o meu cérebro está fechado. O corpo dói-
me. Tenho temores, tenho temor ao conduzir, ao estacionar, ao ir de casa para o trabalho e a
ir a sítios. Tudo o que seja fazer coisas fora do costume deixa-me congelada. Não percebo isto
o meu cérebro funciona para o trabalho, mas não funciona para as restantes coisas. Custa-me
ler e fazer o resumo do livro que terminei de ler no Verão. Neste momento acho que preciso
de apoio psicológico e sindical. Hoje a minha médica de família queria-me passar três meses de
baixa, mas eu solicitei um pedido de teletrabalho. Tenho dormido bem, mas porque aumentei
a dose de olanzapina. Neste momento estou a tomar 20 mg. Se não fosse isso acordava
preocupada com o trabalho e outras coisas. Na próxima semana vou à minha psiquiatra.
Vamos ver o que ela diz. Preciso de melhorar que isto não é vida.
Este é um conto absurdo que faz lembrar "O Estrangeiro" de Albert Camus.
Por ser um livro de um Prémio Camões, por ter ganho o Prémio Jabuti e por ser de um compositor de quem aprecio muito a sua música tinha as expectativas elevadas em relação a este romance. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionada. A história centra-se num personagem fugidio durante alguns dias e das suas epopeias mas havia partes muito confusas e mal explicadas.
Dei-lhe 3 estrelas no GOODREADS. Nunca tinha dado pontuação tão baixa tal é o tamanho da minha desilusão.
segunda-feira, 8 de julho de 2024
Estes foram os dois últimos livros que li. Ambos se passam em Moçambique mas são sobre vivências diferentes. O Caderno de Memórias Coloniais é um livro autobriográfico de Isabel Figueiredo, uma nativa mas colona adolocesnte e branca nos últimos tempos da presença colonial em Moçambique. É um murro no estomago sobre o absuso que sofriam os povos indígenas.
A Balada de Amor ao Vento é também escrito por uma escritora moçambicana, mas esta é indígena. Paulina Chiziane foi a primeira escritora negra e moçambicana a publicar um romance. Neste livro contanos a história de amor e desamor de Sarnau, uma bela índígena a quem a vida lhe foi muito difícil e pelo meio vai nos contando as tradições do povo original de Moçambique.
Ambas são escritoras premiadas e ler estes livros foi mergulhar num tempo e em lugares que nos fazem adquirir novas vivências. Para ambas: Exelente.
Leme de Madalena Sá Fernandes foi um livro que li num fim de semana. É um soco no estomago sobre a realidade de várias familias e um drama que atravessa todas as classes sociais. Este livro é de uma clareza e veracidade que nos arrebata e só ficamos descansados quando acabamos de o ler. Eu conheço este sofimento através da pessoa da minha Madrinha e os seus filhos que passaram por este calvário até ela se separar do marido e posso dizer que este livro é muito realístico e nos mantêm alertas para este tipo de situações.
No final doo livro o personagem principal da história desculpa a sua violência com o diagonóstico de doença bipolar. Mas isso é mentira, eu sou bipolar e sei isso porque sempre que estive descompenssada nunca fui violenta para ninguem. Um bipolar que é mau, é mau porue é mesmo uma má pessoa não é mau porque tem uma doença.
Um romance não ficção de Truman Capote muito bem escrito que retrata acontecimentos violentos reais e nos fazem pensar sobre a validade da pena de morte.
Um livro fundamental para quem é amante de literatura.
Levei vários meses para ler este livro denso porque quando estou descompensada, como foi os últimos tempos, tenho difuculdade em me concentrar na leitura. É uma coisa que arrelia bastante é não conseguir ler quando estou descompensada. É curioso que consiga trabalhar mas não consiga ter concentração para ler um livro. Quando estou bem, como agora, num instante sou capaz de ler um livro. Ler é um passatempo que me dá muito prazer. É fundamental para quem tem problemas mentais, e não só, fazer coisas que nos dão prazer. Melhoram muito nosso estado de espírito.
Apesar de na segunda feira ter sido feriardo esta minha última semana foi stressante. Aconteceram muitas coiasas ao mesmo tempo. Primeiro tinha que entregar um relatório muito importante até sexta feira. Na sexte feira feira o meu filho foi fazer uma endoscospia. Mas o mais importante foi a defesa da tese de mestradao da minha filha na quarta-feira. Correu muito bem, teve 18. Pelo meio aconteceram coisas menos boas e um monte de coisas boas que não posso contar. Fomos a uma arraial comemorar o Santo António. Fomos a um vegetariano na quinta feira comemorar a conquista da minha filha. E ontem almoçamos na praia para ela se despedir do mar e do sol. A minha filha vive e trabalha no centro da Europa e sente muito a falta destes elementos.
Estes acontecimentos todos deixaram muito nervosa de maneira que sinto que um camião passou por cima de mim. Estou exausta. Não vou fazer nada no fim de semana sem ser descansar ou passear à beira rio.
Normalmante só escrevo aqui quando as coisas me correm mal ou alguma novidade diferente, Nunca escrevo sobre os dias bons. E os dias bons também devem ser escritos. Hoje foi um dia bom. Não andei acoradada de noite. Acordei a horas. Piquei o ponto dentro do horário. Teletrabalhei fluidamente durante todo o dia. Almocei e lanchei a horas. Tive uma aula de hidrofitness no final da tarde. Jantei a horas. Arrumei a cozinha. E ainda fui ao centro comercial comprar uns medicamentos e umas coisas de supermercado. Simplesmente, um dia bom. E os dias bons também devem ficar registados. Aqui fica o registo de um dia bom e a esperança que estes dias se repitem e eu fique bem de vez.
Ontem foi dia de assistirmos ao concerto dos 30 Seconds to Mars em Lisboa. E posso dizer que foi apoteótico. A música tocada ao vivo não tem nada a ver com os spotifies desta vida. Eu adoro esta banda porque a música "Closer to Edge", que foi lançada em 2009, estava muito em voga quando eu tive o meu colapso nervoso no início de 2010. Eu tinha acabado de estar no limite e esta música fazia todo o sentido. Fiquei muito fã da musica e do Jared Leto. Comecei a interessar-me por coisas que tivessem a ver ele. Adorei o papel dele no filme Clube de Dallas. Um Oscar bem merecido. Descobri que o lema de vida de Jared é o seguinte: PROVEHIOTO IN ALTUM, que significa atirate-te ao infinito, aproveita a vida. E esta frase para mim fazia todo o sentido. Apesar de ser uma pessoa com uma doença mental,eu não deveria deixar-me abater e deveria aproveitar tudo o que fosse possível da vida. Passou a ser também o meu lema de vida e como o Jared Leto também tenho a frase tatuada no meu corpo, no meu caso no meu braço esquerdo do lado do coração. De tanto ser tocada nesta casa a musica dos 30 Seconds to Mars o meu marido ficou fã. Outra curiosidade é que o Jarede Leto é praticante de escalada. Não tem isso em comum comigo mas tem com os dois homens desta casa, principalmente o mais novo que faz escalada quase todos os dias. Somos uma família super fã.
Ontem à noite tomei o úmtimo lítio. Este lítio que foi meu companheiro durante mais de quinze anos. No princípio tomava uma dose cavalar. Depois à medida que a doença foi mudando positivamente a medicação diminui. Porém, a tomada do lítio prolongada provocou em mim efeitos severos como psisorise palmo plantar e problemas intestinais de muita gravidade. Antes da pandemia dei entrada no hospital com uma intoxicação por lítio e nessa altura passei a tomar 200mg que é abaixo do efito terapeutico. Continuei a tomar litio mesmo em doses infraterapeuticas.Os problemas intestinais passaram mas as feridas nas mãos não. Eter as mãos em ferida como podem imaginar é um incómodo muito grande. No entanto, a minha psquiatra não me queria tirar o lítio. No entanto, agora que a minha psiquiatra morreu fui a um novo psiquiatra que acho que dada a baixa concentração de lítio que tenho no organismo e as feridas que tenho nas mãos o melhor era retirar o lítio.
Assim, para retirar o lítio, no meu caso, passeie a tomar aripiprazol durante uma semana em simultêneo com o lítio e depois deixar o lítio e passar só a tomar este medicamento novo. Ontem à noite foi o meu último lítio e tenho a dizer que esta mudança me tem feito muito bem.Estou esperançosa que esta nova medicação e a redução posterior sobre medicação que estou a tomara atuualmente me façam voltar ao mais normal possível pois estes dias têm sido duros dveido a tanto "travamento" dos medicametos.
Passou mais de uma semana desde que eu dei volta ao monte de passar a roupa a ferro. Assim, como é natural passado uma semana ele volou com mais ou menos uns polos e umas t-shirts diferentes. Umas ou outras peças de roupa iguais, outras diferentes. Este fim de semana, mais por causa da perda que tivemos na nossa família tive andado a adiar o ataque ao monte. Mas hoje, ultimo dia da licença de nojo, lá resolvi atacá-lo. Sinceramente a medicação deixa-me muito "atada" mas eu lutei contra isso e lá consegui esvaziar o monte da roupa. De seguida parti forte e lavei um frigorifico combinado.
Lentamente tenho lutado contra o efeito "atado" da medicação e tenho feito mais coisas. No sábado fiz uma tarte basca e no domingo fui eu que fiz o almoço.
É difícil explicar este efeito "atado" mas é um efeito que me dá só para as coisas agora mais que me aborrecem. As coisas que eu gosto de fazer, se não fosse a medicação, continuava acelerada a fazer-las. No entanto é curioso que quando estou sob este efeito não consigo fazer uma das coisas que eu gosto mais de fazer que é ler. Neste momento desde do final de Março que não tenho mexido em uma página do livro que ando a ler. Isto é muito estranho. Toda esta combinação de medicamentos para fases maníacas faz sensações estranhas. Neste momento só me sinto bem a ouvit música ou a trabalhar. Como não tenho trabalhado porque morreu a minha sogra passo o dia a ouvir música e a fazer umas rendas, porque esse tipo de trabalhos manuais consigo fazer. Ôs meus neurónios têm umas Sinapses muito estranhas neste momento. Mas eu estou lutando o que posso para tudo voltar ao normal.
O meu cumhado P. foi um viajante pelo o mundo. Ele foi desde a Islândia à China. Percorreu caminhos, cidades e serras. Acho mesmo que só lhe faltou conhecer a Coreia do Norte.Há cerca de uma 8 anos o P. ofereceu nos um tecido inca que trouxe de Machu Piccu. E esse tecido passou a nossa tolha de mesa de eleição quando nos juntvamos a família toda à mes. No total eramos 8. Depois, há seis anos, o P. morreu atropelado por um condutor alcoolizado. Uma tragédia. E desde aí, ainda mais, quando juntavamos a família toda à mesa usámos essa tolha. Era uma forma de continuarmos todos à mesa. E assim foi, sempre que nos juntavamos os sete lá estávamos os 8 de qualquer maneira. Até ontem. Ontem juntamo-nos apenas 6 aqui na terra. Durante a madrugada a minha sogra foi juntar-se ao filho no céu. Mas continuamos a ser oito à mesa.
A toalha inca está ali sossegadita pronta a ser usada novamente como simbolo de união de uma família conectada por laços que perduram pelo tempo. O meu cunhado foi um viajante e a alma dele contínua connosco perdurando no espírito aventureiro do meu merido e do meu filho. A minha sogra foi uma senhora lutadora, um cânone, muito forte e lúcida até ao fim. Espero não me manter muito longe do seu exemplo de vida.
Fui passear à beira rio. Mas voltamos a correr para ir buscar a minha filha ao aeroporto.
Já passei todo o monte de roupa a ferro. Segue-se o da próxima semana.
Ainda não jantamos mas o jantar está no forno e já cheira muito bem.
É assim a luta contra a doença bipolar. Temos de a vençar. Mesmo que não seja no todo mas em partes. Assim, somando pequenas partes a outras pequenas partes vai-se fazendo um conjunto partes apreciável de luta contra a doença.
Hoje, apesar do despertador ter tocado ininterruptamente só me consegui levantar ao meio dia. Comecei o dia logo toda chateada. Eu com tanto para fazer e perder uma manhã a dormir. Mas o que é certo é que durante a noite me levantei três vezes por isso acabo por ter uma sono reparador só pela manhã.
Também continuo muito chateada com as coisas que aconteceram no teletrabalho, não sou capaz de pôr uma pedra no assunto.
Ontem já passei metade do monte de roupa para passar a ferro e ainda tive tempo para ir a uma esplanda comer um gelado com as amigas.
Também ontem acordei muito tarde e por isso não fiz mais tarefas domésticas.
Hoje pedrada com a medicação e comas mãos cheias de feridas que o lítio provoca já fiz o seguinte:
- 2 camas de lavdao;
- lavei duas casas de banho;
- limpei o pó ao quarto da minha filha;
- limpei o pó da sala;
- passei alguma roupa a ferro.
Mas estou passada e cheia de nervos. Só me apetece chorar.Queria ter feito muito mais e não consigo.
Não estou bem e a consulta de psiquiatria que tenho mais cedo é no dia 31 de Julho. Até lá é ir equiçlirando as coisas
Estou descompensada. O que me apetecia mesmo era estar numa casa de saúde com refeições às horas certas e com todo tempo para ler, pintar e escrever. Mas não estou a aqui, nesta casa que é linda, mas onde estou quase sempre fechada ora a trabalhar em coisas domésticas ora em teletrabalho.
Hojei continuei a minha labuta aqui no teletrabalho. Comecei às nove da manhã em ponto. Almocei em casa e fui tomar um café à esplanada com o meu marido. O meu marido também trabalha em teletrablho mas está no espaço dele de maneira que durante o dia pouco contactamos um com o outro. Voltei para o teletrabalho à 13 e meia mais ou menos. E a tarde foi dura por causa das chatices de ontem que tive aqui no trabalho. Mas as coisas ficaram mais ou menos resolvidas. Por volta das 16 e 50 fiquei sem conexão na vpn e tive de deixar de trabalhar no computador. Mas também estava perto da minha saída do trablho das 17 fhoras. Isto do teletrablho é bom para mim porque assim não tenho de conduzir mas é mau porque eu fico aqui sentada ao computador saltando de situação em situação, ou melhor tentando resolver todas as situações ao mesmo tempo. Estou demasiado focada, demasida pressionada.
Felizmente hoje é sexta feira e amanhã o dia é para limpeza na casa e em todo o lado. Tenho um monte de roupa para passar a ferro e outras inúmeras tarefas que já disse.
O meu marido agora saiu foi visitar a minha sogra que deu entrada ontem no hospital. Espero que ela recupere depressa
quando ele voltar vamos fazer uma saída para desanuviar.
Neste momento devido ao efeito que a medicação que estou a tomar tem sobre a condução de veículos estou em teletrabalho. E isto é duro. Acabo por me dedicar mais horas ao trabalho que o estipulado. Chateio mais com as coisas. Não tenho ninguém para dar umas bocas. Estou para aqui sozinha e nem sempre com o gato. Hoje passei-me. Fui acutilante com o trabalho de uns colegas meus e escrevi umas coisas bem feias no sistema de gestão documental. Eu devia primeiro ter falado com os colegas e esclarecer as coisas mas não fui logo a matar. Depois o meu chefe fez-me pensar bem no que tinha escrito e disse que tinha que falar com os meus colegas. Falei. As coisas não estava tão mal como eu pensava e eles tinham razão em algumas coisas. Eles ficaram chateados comigo pelo que tinha escrito e eu pedio-lhes desculpa. Depois enviei um pedido desculpa por email ao meu colega ao qual que respondeu por telefone. Falamos sobre o assunto e ficou tudo sanado tanto da minha parte como da parte dele. Eu até chorei. Hoje fiz uma coisa que não costumo. Eu não sou assim, não costumo avançar logo para a guerra mas isto de trabalhar em casa, sozinha, faz-me sentir mais os problemas e como estou descompensada isso só piora.
Felizmente as coisas ficaram resolvidas, falei com o meu colga e o movimento no sistema de getão documental foi anulado. Amanhã dedico a este assunto com calma.
Hoje pensei em vir aqui ao blogue depois do trabalhar dar umas palavras positivas ao Francisco e uma força à Natt mas estou sem energia nem para mim.
Trabalhar em casa não é nada fácil. Acreditem. Uma pessoa fica doida mais fácilmente.
Para desanuviar vou jantar ao shopping com o meu filho.
1 - Tenho ali um monte de passar a roupa a chamar por mim.
2 - Tenho umas camas para fazer de lavado.
3 - Uma casa enorme para aspirar.
4 - Todo o pó dessa casa para limpar.
5 - Tenho o microondas para limpar.
6 - Tenho o frigorífrico por limpar.
7 - Tenho o móvel debaixo do lava louças para lavar.
8 - Tenho que limpar o pó gorduroso a toda acozinha;
9 - Tenho as três casas de banho para fazer uma limpeza profunda.
10 - Tenho montes de tralha para deitar fora.
Todo este mundo chama por mim e eu estou cristalizada pela medicação e quero ter a casa limpinha até ao próximo fim de semana pois a nossa filhota vem nos visitar.
Merda para os comprimidos e o demoníco lítio que me provoca feridas nas palmas das mãos.
Actualização:
Já limpei o microondas e dobrei tudo quanto era cuecas e meias.
Aceito todos os projetos e documentos para tratar, pois acho que consigo dar conta de todo o trabalho.
E depois não consigo.
Tenho tanta coisa, e tão urgente, que não consigo chegar, em simultaneo, a todos os assuntos.
Tinha até ontem a minha caixa de gestão documental obstruida de documentos para tratar.
Ontem decedi enviar alguns documentos para outras unidades orgânicas para serem eles a tratar. Outros enviei para serem projetos dados fora.
Hoje, com os outros documentos de gestão documental fiz emails ao meio Chefe a pedir orientações.
Neste momento tenho apenas cinco documentos na minha caixa de gestão documental e verifiquei que ainda tenho um antigo que posso dar o projeto fora.
As minhas funções como coordenadora de vários projetos não me permitem neste momento também projetar, nem que sejam projetos pequeninos.
É preciso saber delegar e isso é uma coisa que não sou boa a fazer.
Mas neste momento devido à quantidade de trabalho, e à realidade tenho de o fazer.
A minha mania de querer faer tudo leva-me a isto: a ficar maníaca. E eu tenho de cuidar da minha saúde.
Tenho 55 anos, presentemente encontro-me a executar coordenação de projetos. Vou me reformar aos 67. Possivelmente já não vou voltar a executar projetos.
É assim a vida, crescemos, atingimos patamares e no caminho temos de deixar coisas para trás.
Também sou acumuladora de cenas, mas isso é assunto para outra altura.
Hoje em Portugal celebra-se o dia da Mãe.
Pela primeira vez o meu dia como Mãe vai ser diferente, nenhum dos meus filhos estará comigo.
Nem sempre consegui ser o que considerava uma boa mãe. Entre 1996 e 2011 considero que vivi em permanente ou quase estado psicótico e isso influêncio a estrutura da minha filha e a minha relação com ela. Por outro lado fui educada de uma forma brusca e pensava que sendo brusca é que se educava bem. No entanto, o pai da minha filha ajudou-a muito e considero que ela já se encontra quase estável. É muito complicado ser filho de um doente bipolar. E como viver permanente sem tapete.
Hoje ela vive no centro da Europa e está lutando pela seua carreira profissional.
Quanto ao meu filho, ele nasceu em 2004 e foi protegido das minhas crises mais fortes. Descobri com ele que se devia educar com carinho e não bruscamente. Tenho uma relação muito saúdavel com ele.É um menino de oiro Fez 20 anos há pouco tempo e o presente foi uma expedição a Góis com o pai durante esta semana.
Quanto à minha tenho muito a escrever e nem tudo é adequado para esquerver neste dia tão alegre.
Desde o final do mês de Março que comecei a descompensar. No dia 20 de Abril como já não estava a conseguir ajustar a medficação para a descompensação fui às urgências do São de José . Lá recomendaram-me um grande aumento da olanzapina, do volaproato de sódio, parar com a parotexiana, calmamente mas não à bruta como eu fiz. Passar a tomar todos os dias morfex 30 mg e tomar metade do tercian 100 mg. Como me encontrava bastante descompensada eu tomei a liberdidade de tomar 1+1/2 de tercian . Por fim a médica sugeriu que eu trabalha-se em regime de teletrabalho hibrido.
Ajustei a medicação ao cardápia da médica
Mas a medicação acabou por não fazer o efeito pretendido e no dia 26 de Abril voltei ao hospital. Lá fizera-me análises e dado o contexto estava tudo bem. Indicaram-me amentar a dose de Tercian. Fizeram duas cartas. Uma a pedir uma consulta de urgência da minha nova médica psiquiatra e outra para pedir o teletravlhoa pemanente. Maas na segunda e terça fui ao escritórioo porque o trabalho o assim exiga. E consegui trabalhar sem euforia sem problemas.
Tenho teletrabalho nestes dois últimos dias mas isto tem muito que se diga. Tenho dificukdade em bater nas teclas certas, Vejo mal por causa da alteração à tensão ocular que os medicamentos provocam. Só bebo café de manhã e tenho que verificar várias vezes os documentos para me certificar se está tudo certo.
E contudo, e apesar dose do tercian, as minhas noites continuam a ser de luzinha acesa e com soft frech jazz baixinho. E mesmo assim comtinuo a acordar meio assalampada.
O teletrabalho é uma boa solução para quem está bem cognitivqamente mas precisa de trabalhar num meio mais acolherdor, está impedidda de conduzir e precisa de ocupr a cabeça com pensamentos produtivos e positivos. Mas nem tudo é uma pêra doce. Como não consigo desliar-me daquilo que tenho que fazer executo muito mais coisas. E por fim não se pense que consigo dormir sestas a seguir ao almoço poque esta medicação dá muita moleza mas nãoo dá vontade de dormir durante o dia.
Enfim, uma drogradita mas uma drogadita sem pensamentos nublosos.
Morreu a Dra. Paula. Morreu a médica que cuidou de mim quando já estava do outro lado do espelho. Morreu a grande mulher, que fruto da sua experiência cliníca, me ajudou a manter praticamente estável durante 14 anos, Tive nuita sorte de ter contado com o acompamhamento sa Dra. Paula pois ela foi uma grande profissional da psquiatria em Portugal. O mundo da saúde mental fica muito mais pobre, Soube desta notícia hoje, assiom, a seco. Fiquei sem chão. Fiquei sem a luz que alumiava a minha vida. Dizem que ninguém é insubstitível mas, acreditem, não há ninguém como a Dra. Paula. Não há adjetivo que a descreva. A Dra. Paula era a Dra. Paula e as estralas do ceú andam agora mais compensadas.
Não tenho andado bem, e por isso não me informaram de mais pormeores sobre o que aconteceu. Estou emocionada e cheia de perguntas,