terça-feira, 15 de março de 2022
24 de Fevereiro de 2022 - A madrugada mais negra das minhas insónias
Há cerca de 20 dias atrás acordei, como habitualmente, a meio da noite completamente desperta. Como de costume, aqueci uma caneca de leite, peguei nuns biscoitos e fui para o sofá ver as primeiras notícias do dia que agora começava. Porém, quando pensava encontrar as notícias do costume deparei-me com um acontecimento terrível: a Leste da Europa tinha despertado um demónio hediondo. Sobre a Ucrânia caiam bombas e sobre a Humanidade acabava de cair um manto negro.
A visão das atrozes consequências deste facto dramático deixou-me descompensada. A dor, as vidas baralhadas, o cinzento dos dias e a destruição fizeram-me adoecer.
No entanto, depois de andar meio aparvalhada durante uns dias, comecei-me a aperceber que para além das vítimas desta guerra, os refugiados e as pessoas que se encontram nas cidades ucranianas citiadas, muitos ucranianos com alguma patologia mental sofreram surtos psicóticos sendo que alguns foram internados em hospitais que acabaram por ser atacados pelas forças russas. Neste momento, por força da situação de guerra em que a Ucrânia se encontra, estes doentes, psicóticos, depressivos, descompensados, etc. não tem acesso aos medicamentos e aos cuidados que precisam. Assim, o meu coração neste momento, além de estar com todos refugiados, ucranianos cercados e aqueles que lutam pelo seu país, está também com estes doentes especiais que sem o tratamento adequado não só ficam no país destruído e sem perpectivas como também ficam num limbo mental.
Glória à Ucrania!
Não à Guerra!
Viva a Democracia!
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