quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

"Ainda Estou Aqui"

Fui ver este filme há algumas semanas mas ainda não tinha oportudidade de fazer uma review, mas estando este filme a ser tão premiado e dizer-me tanto não queria de a deixar de fazer.

"Ainda Estou Aqui" é um filme brasileiro de drama biográfico, dirigido por Walter Salles. A trama é uma adaptação do livro homónimo de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 2015.

O filme conta a história de Rubens Paiva, um deputado federal que desapareceu durante a ditadura militar nos anos 70. A narrativa é centrada na luta de sua esposa, Eunice, que busca incansavelmente pelo paradeiro do marido. A obra destaca a dor e a resistência da família diante da repressão e do esquecimento, humanizando as vítimas do regime militar.

Tem um elenco de peso, a incrível Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro.

Esta história tocou-me bastante porque nós cá em Portugal também tivemos uma ditadura e o meu pai foi um lutador antifascista, ou seja, esta siuação poderia ter ocorrido com a nossa família. Felizmente não ocorreu mas eu senti um verdadeiro murro no estomago por a história ser real e ter retrado tão bem as sevicias que as vitimas da ditadura brasileira sofriam às mãos dos seus carrascos. Também me tocou bastante as mudanças que esta família teve de enfrentrar após o desaparecimento do pai.

O filme e a Fernanda Torres são merecedores de todos os premios que têm recebido. Boa sorte para os Óscares!

2 comentários:

  1. Pela primeira vez, o Brasil ganhou o Oscar pelo melhor filme estrangeiro. Merecidíssimo. Eu não vi o filme, mas "é do Brasil sil".

    Já a melhor atriz, não gostei de ter ido para a atriz de anora. Muito nova. Ou devia ser Demi Moore ou Fernanda Torres.

    Mas já algum tempo eu percebi que os ganhadores do Oscar tem mais a ver com política do que com merecimento.

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  2. Também adorei que o filme tivesse ganho o Oscar. Afinal foi a lingua portuguesa que ganhou este Oscar. Soube memso bem.
    Quanto à escolha da melhor atriz concordo consigo, Se bem que a melhor para mim era a Fernada Torres.
    Também concordo com o Eduardo: os Oscares são um mundo de politiquice.

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