quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Sinto-me em baixo

Sinto-me exausta. Nem sei o que escrever porque o meu cérebro está fechado. O corpo dói- me. Tenho temores, tenho temor ao conduzir, ao estacionar, ao ir de casa para o trabalho e a ir a sítios. Tudo o que seja fazer coisas fora do costume deixa-me congelada. Não percebo isto o meu cérebro funciona para o trabalho, mas não funciona para as restantes coisas. Custa-me ler e fazer o resumo do livro que terminei de ler no Verão. Neste momento acho que preciso de apoio psicológico e sindical. Hoje a minha médica de família queria-me passar três meses de baixa, mas eu solicitei um pedido de teletrabalho. Tenho dormido bem, mas porque aumentei a dose de olanzapina. Neste momento estou a tomar 20 mg. Se não fosse isso acordava preocupada com o trabalho e outras coisas. Na próxima semana vou à minha psiquiatra. Vamos ver o que ela diz. Preciso de melhorar que isto não é vida.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Estorvo - Chico Buarque

Este é um conto absurdo que faz lembrar "O Estrangeiro" de Albert Camus.

Por ser um livro de um Prémio Camões, por ter ganho o Prémio Jabuti e por ser de um compositor de quem aprecio muito a sua música tinha as expectativas elevadas em relação a este romance. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionada. A história centra-se num personagem fugidio durante alguns dias e das suas epopeias mas havia partes muito confusas e mal explicadas. Dei-lhe 3 estrelas no GOODREADS. Nunca tinha dado pontuação tão baixa tal é o tamanho da minha desilusão.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Estes foram os dois últimos livros que li. Ambos se passam em Moçambique mas são sobre vivências diferentes. O Caderno de Memórias Coloniais é um livro autobriográfico de Isabel Figueiredo, uma nativa mas colona adolocesnte e branca nos últimos tempos da presença colonial em Moçambique. É um murro no estomago sobre o absuso que sofriam os povos indígenas.

A Balada de Amor ao Vento é também escrito por uma escritora moçambicana, mas esta é indígena. Paulina Chiziane foi a primeira escritora negra e moçambicana a publicar um romance. Neste livro contanos a história de amor e desamor de Sarnau, uma bela índígena a quem a vida lhe foi muito difícil e pelo meio vai nos contando as tradições do povo original de Moçambique.

Ambas são escritoras premiadas e ler estes livros foi mergulhar num tempo e em lugares que nos fazem adquirir novas vivências. Para ambas: Exelente.

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Leme

Leme de Madalena Sá Fernandes foi um livro que li num fim de semana. É um soco no estomago sobre a realidade de várias familias e um drama que atravessa todas as classes sociais. Este livro é de uma clareza e veracidade que nos arrebata e só ficamos descansados quando acabamos de o ler. Eu conheço este sofimento através da pessoa da minha Madrinha e os seus filhos que passaram por este calvário até ela se separar do marido e posso dizer que este livro é muito realístico e nos mantêm alertas para este tipo de situações.

No final doo livro o personagem principal da história desculpa a sua violência com o diagonóstico de doença bipolar. Mas isso é mentira, eu sou bipolar e sei isso porque sempre que estive descompenssada nunca fui violenta para ninguem. Um bipolar que é mau, é mau porue é mesmo uma má pessoa não é mau porque tem uma doença.

domingo, 23 de junho de 2024

A sangue frio

Um romance não ficção de Truman Capote muito bem escrito que retrata acontecimentos violentos reais e nos fazem pensar sobre a validade da pena de morte.

Um livro fundamental para quem é amante de literatura.

Levei vários meses para ler este livro denso porque quando estou descompensada, como foi os últimos tempos, tenho difuculdade em me concentrar na leitura. É uma coisa que arrelia bastante é não conseguir ler quando estou descompensada. É curioso que consiga trabalhar mas não consiga ter concentração para ler um livro. Quando estou bem, como agora, num instante sou capaz de ler um livro. Ler é um passatempo que me dá muito prazer. É fundamental para quem tem problemas mentais, e não só, fazer coisas que nos dão prazer. Melhoram muito nosso estado de espírito.

domingo, 16 de junho de 2024

Uma semana stressante

Apesar de na segunda feira ter sido feriardo esta minha última semana foi stressante. Aconteceram muitas coiasas ao mesmo tempo. Primeiro tinha que entregar um relatório muito importante até sexta feira. Na sexte feira feira o meu filho foi fazer uma endoscospia. Mas o mais importante foi a defesa da tese de mestradao da minha filha na quarta-feira. Correu muito bem, teve 18. Pelo meio aconteceram coisas menos boas e um monte de coisas boas que não posso contar. Fomos a uma arraial comemorar o Santo António. Fomos a um vegetariano na quinta feira comemorar a conquista da minha filha. E ontem almoçamos na praia para ela se despedir do mar e do sol. A minha filha vive e trabalha no centro da Europa e sente muito a falta destes elementos.

Estes acontecimentos todos deixaram muito nervosa de maneira que sinto que um camião passou por cima de mim. Estou exausta. Não vou fazer nada no fim de semana sem ser descansar ou passear à beira rio.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Um dia bom

Normalmante só escrevo aqui quando as coisas me correm mal ou alguma novidade diferente, Nunca escrevo sobre os dias bons. E os dias bons também devem ser escritos. Hoje foi um dia bom. Não andei acoradada de noite. Acordei a horas. Piquei o ponto dentro do horário. Teletrabalhei fluidamente durante todo o dia. Almocei e lanchei a horas. Tive uma aula de hidrofitness no final da tarde. Jantei a horas. Arrumei a cozinha. E ainda fui ao centro comercial comprar uns medicamentos e umas coisas de supermercado. Simplesmente, um dia bom. E os dias bons também devem ficar registados. Aqui fica o registo de um dia bom e a esperança que estes dias se repitem e eu fique bem de vez.