quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Natal é: tempo de fazer concessões

Eu gosto de decorar a árvore de Natal com pequenos anjos, pais natal, bolas, corações e outras pequenas minuaturas. Gosto também de envolver a árvore com cordões e não com fitas. Acho fitas coloridas e brilhantes uma coisa um bocado pirosa. Por isso todos os anos é uma guerra por causa da decoração de Natal, uns querem fitas e bolas brilhantes, eu quero cordões e coisas fofinhas. Assim, este ano, a bem da família, a decoração ficou a cargo do pimentinha, temos muitas fitas e bolas pirosas na árvore, fitas por cima da porta da sala, fitas por cima do espelho da entrada, fitas por cima dos quadros e o must, uma matrioska de pais natal de chocolate.

 
Desta forma, este ano não temos um Natal como veio do meu imaginário infantil mas ao gosto da criança da casa. Está muito piroso mas ele está feliz...

Natal é: Partilha

Nós vivemos a 300 km da minha família. Assim, um ano o Natal é com a minha família e o outro ano é com a família do meu marido. Este ano o Natal vai ser com a família do meu marido e vai ser todo na minha casa. Já planeamos tudo. O meu cunhado P. vai trazer o Bolo Rei, um queijo XPTO, presunto, camarões e a vinhaça. A minha cunhada traz filhoses feitas por ela, patés, o borrego assado, as couves e três sobremesas. Pela nossa parte contribuímos com o bacalhau, umas batatas muito boas, uma canja de perdiz, azevias, sonhos, rabanadas, broas, mais queijos, sapateira, salmão fumado, pinhoada, bolo de Natal e mais outras coisinhas. Estamos todos entusiasmados. Vai ser um Natal com muita comidinha, muito convívio, muita harmonia e bocado cigano pois vamos prolongar o mais tempo possível. Feliz Natal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Eu bipolar me confesso

Ontem fui me confessar. Havia mais de 22 anos que não o fazia. Estava apreensiva, muito por causa dos pecados que tinha praticado quando estive psicótica e em hipomania. Estes pecados foram graves, tanto à luz da Igreja como da sociedade em geral. Estava cheio de receio mas determinada principalmente porque a minha última crise me fez reaproximar de Deus e da Fé e só faltava a confissão para estar bem comigo mesma. E lá fui, o Padre foi superatencioso, compreendeu os meus problemas, disse-me três vezes para eu ter cuidado com a medicação e não a deixar de a tomar, pordoou os meus pecados e como penitência mandou-me ler uma passagem da Bíblia e meditar sobre ela. Por fim mandou dizer o Ato de Contrição que eu não sabia de todo mas ele ajudou-me a dizer. Foi fixe, vim mais aliviada e confiante com a segurança que a minha Igreja tem espaço para pessoas como eu e as compreende. 
Mas fiquei a pensar, se hoje em dia a Igreja Católica não tem problemas em aceitar doentes mentais o que falta à nossa sociedade para o fazer? Porque razão ainda somos vistos como uns tolinhos e não como pessoas que tem um problema de saúde crónico?

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em depressão

Depois da euforia a queda. Não me apetece levantar, não me apetece agarrar o projecto que tenho entre mãos, não me apetece comentar os blogs que sigo. Não me apetece nada, nada... E estamos a duas semanas do Natal e eu não tenho nada preparado. E isto...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dona de casa em hipomania


Neste momento não tenho uma única meia ou cueca por dobrar ou arrumar. Toda a roupa que secou hoje já está passada a ferro e guardada no sítio certo. No fim de semana passado, passei toda a roupa que tinha acumulado durante quatro semanas por causa da depressão. Hoje dei uma volta ao escritório e deitei fora o conteúdo de três caixas das mudanças de casa que fizemos em 2005. Tenho um cachecol para o puto do Trevo que estou a fazer em malha bem adiantado.

No trabalho terminei dois projetos e comecei outros três.

Estou em hipomania é verdade mas não tem sido como não outras vezes. Não tenho andado a fazer compras estaparfúrdias. Não tenho andado a conduzir feita doida. Enfim, não tenho andado a fazer avarias. Mas tenho andado com muitas insónias. Felizmente não tenho tido muito sono durante o dia e tenho me aguentado.

O que é certo é que tenho a casa muito mais arranjadinha. E assim, até sabe bem estar em hipomania.

A nossa aldeia da roupa branca

Nesta casa existe, um gato, aliás um gatinho, que adora "roubar" roupa nos quartos e estendê-la no tapete grande do hall de entrada. Outras vezes rapta os esfregões e panos do lava loiças e espálha-os no tal tapete. O resultado destas malandrices é uma espécie de aldeia da roupa branca na entrada da casa.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Puto vaidoso

De manhã, o pimpolho leva cinco minutos a vestir-se, dois a tomar o pequeno almoço e quinze a pentear o cabelo.

domingo, 6 de novembro de 2016

20 Anos

Resultado de imagem para 20

Faz hoje precisamente uma semana que a minha filhota completou 20 anos. Ou seja, faz agora 20 anos que fui mãe pela primeira vez da bebé mais linda do mundo, gorda, rechonchuda, grande, com imenso cabelo preto, com uns olhos castanhos muito doces e a cheirar muito bem. Ao longo destas duas décadas aconteceram muitas coisas, umas boas e outras mesmo más pois a doença bipolar tem dessas coisas. No entanto, a minha princesa sobreviveu a tudo isso tornando-se numa adulta série e responsável, muito inteligente e culta. Tenho imenso orgulho nela e tenho a certeza que o futuro dela vai ser auspicioso. Parabéns Princesa...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Gato do Trevo

 
Olá, eu sou o Gato do Trevo. Tenho quase dois meses e estou na Trevolândia há dez dias. Ainda bebo leitinho mas já como ração e comida húmida que adoro. Gosto muito de roer headphones, bricar com sacos e cordões. Porto-me muito bem e vou sempre à minha casinha de banho. Gosto de todos em casa e adoro dormir acompanhado mas nem sempre me deixam. Sou muito curioso. Pode não parecer mas sou um gato rafeiro. Sou muito brincalhão, mimocas e comilão. Enfim sou um gato feliz...


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sem comentários

Ponto nº 1: Custa-me caminhar por causa da rotura parcial de ligamentos que fiz em Agosto.
Ponto n.º 2: Não tinha pastilhas para a máquina da loiça para arrumar a cozinha depois do jantar.
Ponto nº. 3: Fui num instante ao super aqui do bairro comprar as pastilhas. Aproveitei estive a ver umas promoções e coisas que precisava. Trouxe líxivia, amaciador da roupa, anticalcário, papel higiénico. Tudo muito rápido e eficiente.
Ponto n.º 4: Cheguei a casa toda contente... mas sem as pastilhas para a máquina.
Ponto n.º 5: Voltei ao supermercado, cheia de dores e danada comigo própria.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Fecha-se uma porta, abre-se uma janela

De quinta para sexta mudei o J. de escola. Aconteceram umas coisas desagradáveis e achamos que a melhor forma de resolver o problema era mudá-lo de escola. Ontem foi o primeiro dia de aulas na escola nova. Vinha entusiasmado mas calado. Hoje vinha todo contente, tinha feito amigos novos e até, imagine-se, fazia parte de uma banda rock. Está com imensos projectos, gosta da organização da escola e sente-se mais crescido pois esta escola vai até ao secundário. Isto promete...

domingo, 11 de setembro de 2016

Cartas de guerra


"Cartas de Guerra" é um filme lindo (se é que lindo se pode usar) sobre a guerra, a separação, a força de carácter e as fraquezas humanas. É um filme a preto e branco mas em que sabes todas as cores. A cor verde-rubra da nossa bandeira, a cor verde das fardas e dos veículos militares, a cor chocolate dos angolanos, a cor dos hits do princípio dos anos 70.
Quando a história deste filme começa, em Janeiro de 1971, eu tinha um ano. Por isso lembro-me e não me lembro do contexto em que se passa este filme. Por exemplo, ainda hoje sei como o meu pai ficou traumatizdo com o princípio da guerra no Uíge, como o meu primo J. não resistiu psicológicamente à guerra e depois passou a vida, até morrer, em largas temporadas no Júlio. Como o A.J. se tornou violento e com isso destruíu o seu casamento e não viu crescer os seus filhos. Este filme não é só sobre o Doutor António, é sobre um bocadinho de todos os que participaram indirectamente ou directamente na guerra colonial e também para os que vieram depois desses tempos.
Despois tinha uma certa curiosidade em ver este filme porque nos meus intermináveis anos de consultas no Miguel Bombarda conheci o Dr. António, este Dr. António ao vivo e a cores. Ali o Dr. António não era só um sobrevivente da guerra mas também ajudava pessoas como eu a sobreviver. Ele escutava com os seus olhos azuis vivos os pacientes enquanto acompanhava as histórias deles fumando cigarros acesos uns nos outros. E eu e a minha psicóloga, que tinhamos consulta de psicoterapia na mesma sala onde ele tinha estado a dar consulta de psiquiatria toda a manhã, ficavamos honradas com tal previlégio de partilhar o mesmo espaço com tal génio mas também com a roupa toda empestada de tabaco e tinhamos que abrir as janelas centenárias mesmo que fosse em pleno inverno.
Claro que também tenho uma curiosidade em ler a sua obra e já fiz várias tentativas porém não é fácil. A temática da guerra colonial é um tema caro para minha família e principalmente para a minha sensibilidade bipolar. Por isso uma boa primeira forma de abordar o tema é assistindo a este filme. E este filme é muito bom. Aconselho...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Conversas que só podem acontecer nesta casa

Esta que sou eu - Amanhã vou ao ortopedista por causa do joelho.
Sr. do Trevo - Boa. Estás assim há quanto tempo?
Esta que sou eu  - Se bem me lembro foi desde os Jogos Olímpicos.
Todos - Risada geral ;))))

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Então e a Festa...

Pois bem não foi uma festa. Foram duas festas pois além do aniversário do meu marido que tinha sido na sexta, no sábado comemorou-se também o aniversário da minha cunhada que fazia anos nesse dia. Convidámos 15 pessoas mas só 11 pessoas é que poderam vir (9 crescidos e 2 bebés), tivemos casa cheia e muita comida na mesa. Fiz quatro quiches, a minha filha fez um bolo de bolacha que era o bolo de aniversário da tia. A minha cunhada trouxe bolinhos de queijo, enchidos alentejanos caseiros, patés e molotof. Encomendei dois kilos de salgadinhos miniaturas e o bolo de aniversário preferido do Sr. do Trevo. Comprei queijos vários, camarão cozido e... acho que foi tudo.
O convívio foi muito bom e sobrou imensa comida mas foi giro e o maridão gostou pois ele adora reunir a família e os amigos.
 
 
Por fim tenho a dizer que para mim esta festa foi um desafio pois apesar de estar em hipomania consegui (com várias ajudas) organizar esta festa de anos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Aniversário do Super Marido

(imagem retirada da net)
 
E foi assim: Na passado dia 2 de Setembro o Sr. do Trevo fez cinquenta e uma primaveras. E para comemorar, e apesar de haver festa no dia seguinte com a família, fomos jantar os quatro ao Palácio Chiado pela primeira vez. Confesso que tinha as expectativas elevadas pelo que não fiquei deslumbrada. Estava à espera de melhor. Para a próxima vamos experiementar o Sushic Chiado que nos recomendaram.




Depois fomos beber um copo à esplanada do Bairro Alto Hotel e tenho a dizer que foi uma noite muito boa, tanto por estarmos de novo reunidos os quatro, como  pela a noite de verão fantástica e por fim estarmos juntos para comerar o aniversário de uma pai, marido e pessoa excepcional. <3