segunda-feira, 12 de maio de 2014

A febre das pulseiras

Ao primeiro dia (segunda passada) o pimpolho trouxe duas pulseiras que tinha feito na escola. Depois, mesmo nesse dia, fui comprar-lhe mais elásticos e ele ficou entretido até à hora de ir deitar. Fez uma para mim. E no dia seguinte, no primeiro café antes do trabalho, constamos que não era só eu que estava adornada com a dita pulseirinha, mais colegas meus também estavam.

(aqui está o meu braço e o dos meus colegas)

Nesse dia tivemos uma reunião um bocado séria. Tão séria que os nossos adornos destoavam ao ponto do chefe nos perguntar porque razão andava toda a gente com as pulseirinhas. Ora bem chefe, temos mesmo de andar com as ditas se não os nossos filhos rifam-nos.
Depois disso comprei elásticos de todas as cores e até uns que brilham no escuro. Comprei também uma caixa para os armazenar e posso dizer que desde meados da semana passada que tenho uma linha de montagem de pulseiras instalada entre o sofá o puf e a televisão. Mas as esta febre tem sido uma bênção, o príncipe andava muito nervoso com os exames do quarto ano, que são já para a semana, e agora anda mais calmo pois fazer pulseiras tem a propriedade de aliviar o stress.

 (aqui está uma imagem do pulso do príncipe desactualizada) 

domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe

Hoje é o dia da minha mãe que me fez nascer, criou e cuida de mim, mesmo à distância, até hoje. É o dia da minha tia J. que foi para mim a avó que nunca tive e me ensinou tanta coisa sobre a vida. É o dia da minha tia C. que me dava uns biscoitos maravilhosos e canecas de leite acabado de ordenhar. É também o dia da minha madrinha M. que me apoiou quando comecei a viver sozinha. É o dia da minha tia M. que pegou em mim quando a doença bipolar fez bater no fundo. É também um bocadinho o dia da minha sogra. Por fim é o dia da minha avó C., que nunca conheci, mas que aquilo que foi transmitido sobre ela foi para mim um exemplo de vida.



Hoje é o dia de desfrutar ainda mais dos meus filhos

Tapada das Necessidades


Hoje fomos visitar a Tapada das Necessidades, conhecer a sua história e a sua riqueza. Fiquei a saber imensos nomes de árvores e arbustos mas, entretanto já me esqueci. Ficamos também a saber que o principal arquitecto da tapada foi D. Fernando II, o Rei Consorte. A Tapada tem uma vista muito bonita sobre o Rio Tejo e é o local ideal para picnics agora que o tempo melhorou. Este passeio foi organizado pelo Dr. Carlos Bolacha, pela esposa e pelo Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades. Para mais passeios por esta zona é só consultar o facebook: UM-OUTRO-OLHAR-divulgação-cultural. As visitas são gratuitas. Havia mais para dizer mas já é tarde, o dia foi cheio e amanhã vamos ter outro dia preenchido.

terça-feira, 29 de abril de 2014

... Porque estou viva


Trevolândia por estes dias

Por estes dias estudo Matemática, Português e Estudo do Meio do 4º ano. Transporto uma bailarina do grau 4. Tento manter a casa em ordem e há um monte de roupa por passar a ferro que me persegue. Há quinta-feira, quando é possível, vou à minha aula de ioga e às sextas tenho que levar o pimpolho à aula de guitarra clássica. Estou também a tentar ler um livro e tenho três lavores iniciados. Quase todos os dias tenho que ir ao supermercado e no trabalho tenho projectos até ao início de 2016. Quando me é possível venho aqui. E pronto, basicamente é isto. 

Uma vida perdida

Eu não costumo ver televisão. Cá em casa também não se acompanha telenovelas. Não conhecia o Pedro Cunha. Não conhecia o seu trabalho. Mas a notícia da sua morte chocou-me. Primeiro porque já estive à beira do suicídio por várias vezes mas consegui ter força para me agarrar à vida. Depois porque o desemprego é uma realidade que me tocou entre 2010 e 2013 quando o meu marido esteve nessa situação.
A mim toca-me quando as vidas das pessoas são subitamente interrompidas, principalmente tratando-se de um ato deste tipo. Custa-me que não tivesse havido ninguém que o tivesse agarrado, custa-me que a medicação não tivesse funcionado, custa-me que o apoio psicológico (se existiu) não o tivesse encaminhado, custa-me que ele não tivesse encontrado alternativas à falta de emprego. Custa-me uma vida perdida.