Às vezes nas nossas vidas somos surpreendidos pelo Inverno que se abate sobre nós como uma onda revolta que nos deixa amassados à beira da praia. O Inverno chegou a esta casa em 2011, entrei em hipomania, saí e acabamos por ficar confiantes que tudo se ia resolver. A seguir ao Inverno, vem sempre a Primavera e depois o Verão. Ontem, o Verão chegou por estes lados, o meu marido arranjou emprego.
sábado, 2 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A rede
Viver com a doença bipolar é como andar na corda bamba, às vezes pendemos para um lado, outras vezes para o outro e outras ainda em que caimos.
Quando caio, tenho uma rede que me suporta. Uma rede feita dos laços que me unem à minha família, aos meus amigos e aos meus colegas. Uma rede que eu teço, remendo e que me restítui o equilibrio. Porque também podemos andar na corda bamba e manter o equilíbrio durante muito tempo.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Uma família que cresce
Por estes dias a minha família cresceu mais um bocadinho. Nasceu o H., um bebé ruivo e muito calminho que se veio juntar ao clã enorme que é a minha família. Nós já somos tantos que nos Natais e nas Páscoas das nossas vidas nos reunimos à volta de duas grandes mesas.
Eu adoro famílias extensas em que a roupa passa de irmãos para irmãos e de primos para primos. Assim como os livros, os brinquedos, as histórias e as aventuras. É bom partilhar, enriquece-nos a alma.
Por outro lado, a sensação que tenho é que a minha família está sempre a aumentar nunca diminui nem mesmo quando alguém passa para o outro lado. As memórias que tenho destes meus familiares continuam tão vivas como se eles estivessem por cá, como se o meu avô continuasse a perguntar-me as tabuadas ou estivesse às cavalitas do meu tio.
Adoro famílias com memórias vivas e pessoas presentes.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A Troca
Hoje, eu e o meu excelso esposo, tínhamos pensado em ir jantar a sós a um restaurante alternativo e depois ir a um evento.
Tínhamos... Mas aconteceu algo que perturbou a minha filha adolescente e ela precisou de ir espairecer. Assim, combinou com uns amigos jantar fora.
E pronto, ficámos presos ao pimpolho.
Como esta pessoa mais pequena há muito que queria um jantar de cachorros quentes, foi mesmo esse o nosso jantar: cachorros quentes preparados com orgulho pelo pequeno infante.
Não tivemos o nosso jantar, mas temos uma criança contente e uma adolescente menos triste.
Valeu a pena a troca.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Pequenos prazeres da vida
São 7 da tarde. O meu filhote está ao piano praticando as suas pequenas peças. Há notas soltas no ar que chegam para me envolver como uma massagem suave. Vivo para estes pequenos prazeres da vida.
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