A linha que separa vida é ténue, fininha e muitas vezes mal se vê. Todos nós sabemos isso, todos nós já ouvimos isso por várias vezes. Esta semana um acontecimento destes ocorreu na nossa família. Ontem o padrinho do meu marido estava lá, à espera de uma visita nosso, de lhe dizermos umas últimas palavras de alento e despedida. E a seguir já não estava lá, já não havia a possibilidade de uma última visita. Nada, nunca, zero, para sempre.
De início não percebia porque o Sr. do Trevo não fez questão de visitar o Padrinho doente, só depois na missa de corpo presente entendi. Por dentro ele não estava a sofrer por esta transição do Padrinho mas, também pela morte recente do irmão, da perda precoce do pai (com padeceu com a mesma doença galopante que o Padrinho), do desaparecimento de uma das figuras paternais mais importantes da sua vida. A dor foi tão grande que ele não consegui aguentar mais que isto. Mas eu estive lá a apoiá-lo, a ajuda-lo a superar mais uma destas vicissitudes que nos tem surgido nos últimos tempos.
Assim, o que apraz dizer é façam o favor de aproveitar a vossa vida e daqueles que estimam enquanto cá estão deste lado da linha…