quinta-feira, 31 de março de 2016

A rapariga no comboio


Pertenço a um clube de leitura que se chama "Mães com filhos com montes actividades extra-escola no final da tarde". Estas mães apanham secas enquanto os miúdos têm aulas de hip-hop, guitarra, catequese, ginástica e outras coisas. Assim, nesses períodos de tempo essas mães aproveitam para pôr a leitura em dia. Eu sou a sócia número um e a R., a dona do café onde costumo almoçar, é a sócia número 2. 
O último livro que li foi a "A rapariga no comboio". Tinha as expectativas elevadas mas o livro decepcionou-me bastante. Diziam que o livro é viciante, eu achei aborrecido, a meio descobri logo quem era o assassino e considero a história uma pastelada de todo o tamanho.
A R. amanhã vai começar a ler, eu já a avisei e normalmente ela tem a mesma opinião que eu sobre os livros.  Vamos ver...
Entretanto já comecei uma leitura detox. Depois dou novidades.

Férias da Páscoa e hipomaniazinha de novo

Resultado de imagem para estancia serra da estrela

Esta Páscoa as férias foram passadas na Serra da Estrela e com muita neve. Estivemos uma semana na serra, cinco dias passados na estância de ski. Os miúdos e o pai fizeram ski e snowboard e, eu como estou mais gordita fiquei pela a esplanada a ler um livro e a fornecer alimentos aos meus desportistas quando eles se encontravam famintos. Foi bom, muito bom. Estivemos super organizados, eu preparava a merenda de véspera, de manhã era só tomar o pequeno almoço e às nove e meia já estávamos na estância prontos para a abertura das pistas. À tarde saíamos meia hora antes da estância fechar, para evitar a confusão, chegávamos à Covilhã e tomávamos um banho, depois deixávamos os miúdos no cinema e íamos comprar mais comida para aquela gente comilona. Uma família eficiente, portanto. Até certo ponto.
Levámos a semana a planear como seria o nosso domingo de Páscoa. Planeamos ir primeiro à missa e de seguida almoçar no Alambique de Ouro. Só que andávamos tão envolvidos com a neve que não nos apercebemos que ia haver mudança da hora e, assim não houve missa para ninguém. Foi chato mas o que conta é a intenção. Quanto ao Alambique, foi um repasto maravilhoso, como sempre, ficámos todos satisfeitos e recomendamos vivamente.
Voltámos para casa satisfeitos, felizes pelas nossas conquistas (eles nos desportos e eu na organização), com a energia renovada e a cabeça leve.
Porém, as malditas das insónias voltaram a assombrar-me e desde o início das férias que tenho vindo a dormir mal. Já ajustei a medicação (aquilo que tenho autorização da médica) mas não surtiu efeito. Hoje vou ajustar de novo. Vamos ver se é desta.

terça-feira, 15 de março de 2016

News, good news

Por aqui caiu uma depressão. Mas tive de a controlar pois os deveres como mãe, dona de casa e profissional estão sempre a chamar por mim.
Entretanto isto por aqui tem andado numa verdadeira roda viva. Ele são projectos por entregar, são os testes do pimentinha, é o monte de roupa por passar que me persegue, são as aulas de hip-hop, as aulas de guitarra, a catequese, o ioga e o dar a mão a uma amiga que precisa de mim. Enfim um sem número de coisas que me fazem ter sempre os minutos contados. Ter tanta actividade é bom. Não me faz cair no abismo da depressão, faz me pensar noutras coisas, realizar etapas e isso é gratificante.
Depois o esforço é sempre recompensado. Ontem o pimpolho recebeu a nota de matemática. Teve 73% o que para ele é óptimo. Está no bom caminho. Foi imensamente elogiado de forma a se sentir motivado. A mana também recebeu o resultado de um teste na faculdade. Teve 18.2. Neste momento é a melhor aluna da turma. Nestes dias, em que os miúdos recebem boas notas, costumamos ir jantar fora. Ontem fomos para as Amoreiras. Eu gosto muito de lá ir comer um jantar informal, tem imensa variadade, não andamos apertados, conseguimos estar à vontade e tem um dos meus restaurantes preferidos, o "Noori". Sempre é bem melhor do que aquela salganhada que é o Mercado da Ribeira. Depois para terminar fomos ao cacau quente da "Praça Central" que é coisa que o pimpolho adora.
 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Constatações de uma mãe de gente grande

Há dias na vida de uma mãe em começas a confundir os boxers do teu filho com os boxers do teu marido. Ontem foi o dia.
O pimpolho está a ficar crescido...

sábado, 23 de janeiro de 2016

Pimentinha - O Fino

Ao almoço:
Pimentinha - Não apetece comer mais.
Pai Trevo - Então porquê?
Pimentinha - É que sabes, depois do pequeno almoço, fiz um brunch de cereais a meio da manhã e agora estou cheio.

(...)

Pimentinha - A água do banho deixou-me todo dorido nas costas. Estou a precisar de ir a um SPA.
Estes pais em uníssono - Ah pois, é que é já a correr.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Crónica do destralhar ou como atravessar uma crise de hipomania

Continuo a dormir pouco. Mas durmo e acordo mais descansada que nos últimos dias de 2015.
Hoje foi dia de fazer análises e consulta no Júlio de Matos. Os resultados só vou saber no dia 2 de Fevereiro. A medicação é para continuar. É forte, deixa-me sem reflexos e com muita dificuldade em conduzir. Mas tem de ser assim. Vou de transportes, vou taxi, outras vezes no meu carro, o que importa é ir, sair de casa, trabalhar, levar o pimpolho às actividades e tratar de todas as coisas que transformam uma casa num lar.
No Júlio deixei os sacos para a Fundação do Gil e os livros para a biblioteca do hospital.
À tarde fui deixar uma impressora completamente obsoleta no Ponto Electrão e um sacão de coisas para a Cáritas. As coisitas para as filhas das minhas colegas já foram entregues ontem.
Continuo com os planos de destralhar. A energia hipomaníaca está a dar-me para isso. Já tenho plano para a literatura infantil dos miúdos, sapatos que me deixaram de servir e uma cadeira auto. 
Com calma vou chegar à layer onde na minha casa se acumulam sebentas e cadernos da faculdade. Sim, é verdade, para o ano vai fazer 30 anos que entrei na universidade e eu ainda tenho TODOS os livros. Por aqui se vê a "maluquinha" que eu sou.