terça-feira, 29 de abril de 2014

Uma vida perdida

Eu não costumo ver televisão. Cá em casa também não se acompanha telenovelas. Não conhecia o Pedro Cunha. Não conhecia o seu trabalho. Mas a notícia da sua morte chocou-me. Primeiro porque já estive à beira do suicídio por várias vezes mas consegui ter força para me agarrar à vida. Depois porque o desemprego é uma realidade que me tocou entre 2010 e 2013 quando o meu marido esteve nessa situação.
A mim toca-me quando as vidas das pessoas são subitamente interrompidas, principalmente tratando-se de um ato deste tipo. Custa-me que não tivesse havido ninguém que o tivesse agarrado, custa-me que a medicação não tivesse funcionado, custa-me que o apoio psicológico (se existiu) não o tivesse encaminhado, custa-me que ele não tivesse encontrado alternativas à falta de emprego. Custa-me uma vida perdida.

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