sábado, 12 de outubro de 2013

De conduzida a condutora


Quando esta música surgiu nos anos oitenta eu emocionava sempre que a ouvia. Nessa altura já sofria com a doença bipolar sem o saber e sentia que precisava de ser "conduzida".
Mais tarde encontrei a pessoa que é hoje meu marido e senti-me apoiada. Mas esse apoio não foi suficiente quando a minha filha nasceu e nessa altura tive de ser internada e comecei a fazer tratamento para uma suposta depressão. Essa "depressão" durou catorze anos e a medicação parecia não funcionar e nem o apoio do Sr. do Trevo era suficiente forte para travar a força da loucura que me assolava. Fui novamente internada, mudei de médico e, finalmente foi-me diagnosticado meu sofrimento. Era a doença bipolar.
A partir daí foi tudo fácil, a medicação deixa-me serena, tenho o apoio do meu marido, da minha família e até dos colegas do trabalho. Mas no entanto estou sempre a ser conduzida e apoiada.
Mas na última semana e meia tenho estado sozinha com os meus filhos e tenho sido eu a conduzir este barco. E tenho-me saído bastante bem. Tanto, que os meus filhos, e apesar das saudades do pai, têm comentado que estão bem e superfelizes.
E é assim. Numa altura do ano propensa a crises como o Outono, passei de conduzida a condutora.

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