domingo, 12 de maio de 2013

Felizmente tão inocente

No princípio da semana quando estava a ler este este post da Sónia Morais Santos fui surprendida pelo meu filho. Curioso como ele é quis logo saber do que se tratava e eu lá lhe expliquei que o cartaz permitia ser lido de duas formas diferentes uma para adverter os adultos e outra para ajudar as crianças vítimas de maus tratos. Mas ele respondeu-me que não era isso que queria saber o que queria saber era porque razão o menino apresentava nódoas negras e sangue. E naquele instante apercebi-me, felizmente, que o meu filho não fazia ideia do que eram maus tratos infantis. Como ele já é crescidinho e o tenho que o preparar para a vida lá lhe expliquei do que se tratava: de que havia pessoas más (ia a dizer malucas mas corrigi a tempo), muitas vezes os pais dos meninos, que lhes batiam, mas não eram nada como as palmadas que ele às vezes levava, que era um bater muito forte e que às vezes acabava na morte dos meninos. No fim da explicação dada por mim e pela mana ele disse que tinha percebido mas a sensação que tenho é que não lhe entrou nada daquilo que lhe tinha explicado na cabeça dele porque no mundo dele maus tratos infantis é coisa que não existe. 
Nessa altura senti um calorzinho na minha barriga, sinal do meu orgulho por ter feito um bom trabalho mesmo estando muito doente como eu já estive. Porque estando completamente maníaca e com as crianças a meu cargo nunca fui violente para elas. Nessas alturas não fui uma boa mãe. Não lhes dei comida a horas nem os deitei às horas mais conveniente. Mas nunca lhes bati. Por mais desorientada, vazia e sem esperança que me senti-se nunca lhes bati. Porque a vontade de bater nos mais frágeis tem a ver com a natureza humana e não com o estado de doença em que nos encontremos. Bater nos filhos não é sinal de doença, é sinal de maldade. Para mim não serve de desculpa há e tal bate nos filhos porque está depremida. Isso é treta. Bate nos flhos porque é má, má pessoa.
Por exemplo, a mim faz me impressão aqueles casos das mães que se suicidam e levam os filhos atrás. Meus senhores eu já lá estive. Já pensei muitas e muitas vezes que a minha vida não fazia sentido. Mas nunca, nunca mesmo iria levar um filho meu para essa derradeira viagem.
Esses casos que se veêm tratados pela imprensa só servem para aumentar o preconceito contra as doenças mentais. Há doentes mentais que tem uma natureza má e fazem coisas más mas também há muitos com um fundo bom. E até há muitos que vivem bem com a sua doença.
Quanto aos maus tratos infantis há por aí pessoas ditais "normais" com muita maldade dentro delas. Por isso aqui fica:


1 comentário:

  1. É o pensamento doentio e sim maldoso do "se não estás comigo, não estás com mais ninguém.
    Eu digo que não são doentes, como também são maus. E não há doença que justifique actos maldosos e bárbaros.

    ResponderEliminar