terça-feira, 6 de novembro de 2012

Wide Awake


Hoje foi a quarta madrugada em que não preguei olho. No entanto, ontem tratei de todas as minhas obrigações de manhã e de seguida rumei para o trabalho. Estava fresca que nem uma alface e sentia-me poderosa mas ao mesmo tempo serena. As minhas unhas estavam pintadas de vermelho Beijo da Risqué e sentia-me fantástica. Tinha pela frente uma reunião chata que me ia levar a manhã toda e assim foi. Fiquei com uma larica... Mantive-me firme e dei um murro metafórico em cima da mesa quando a situação estava a desviar-se com frequência do objectivo deste encontro. Também houve lá outra situação em que tive de por os pontos nos iii. Representei bem a organização a que pertenço e senti-me realizada.
Antigamente, quando eu me encontrava numa situação delicada e com noites mal dormidas, reagia muito mal. O meu estomago ardia, engolia para dentro todos os meus nervos e se me insurgia acabava por ficar quase histérica e perdia a razão.
Ontem não, estive firme e assertiva. Estive uma verdadeira mulher com tomates. E estou muito orgulhosa desta minha faceta.
Apesar dos meus sonos andarem completamente descontrolados não me sinto a descompensar.
Com tudo isto concluio, mais uma vez, que o diagonóstico da doença bipolar não é a indicação de um destino cruel mas o princípio para acontecer muita coisa boa na nossa vida.
Hoje vou ao médico para ver o que se passa com a química do meu cérebro.
Ontem foi um dia bom. A minha filha recebeu um 18 a Filosofia e por isso fomos jantar fora.

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