quinta-feira, 12 de julho de 2012

A importância da Dona H.

O mundo é uma teia pela qual estamos todos ligados e onde todos somos importantes.

Só comecei a ser devidamente medicada há um par de anos. Por isso toda a minha vida me lembro de ter queixas que afinal eram sintomas da doença bipolar. Uma dessas queixas é a falta de apetite e o consequente desinteresse por tudo o que seja relacionado com a comida, desde cozinhar, comprar comida, saborear.
Por fim fui correctamente diagnosticada e hoje tenho muito prazer em comer, em conceber refeições e em preparar pratos gostosos.
É por isso que todos os dias vou almoçar ao restaurante onde a Dona H. cozinha. A comidinha da Dona H é um prazer, retempera as energias para enfrentar o trabalho e as milhentas tarefas que tenho como mãe. Ao mesmo tempo que vou saboreando os seus pratos vou tirando ideias que ponho em prática ao jantar para alegria da minha família.
Os meus colegas também gostam dos cozinhados da Dona H. E todos dias, à hora de almoço, junta-se uma turma bem disposta a degustar os seus pratos, cuja regra é: não falar de trabalho. Para mim este é um bom momento do dia e a Dona H. tornou-se uma pessoa importante nas nossas vidas.

Porém, hoje a Dona H. sentiu-se mal.

Rápidas melhoras Dona H.

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